Hoje desisti de usar palavras pra convencer.
Elas se perdem, sempre, entre o que dizem e o que sentem.
Hoje decidi esperar.
Ainda mais do que já esperei.
Decidi dar todo o tempo do mundo,
porque já não tenho relógios pra cronometrar.
Hoje me desarmei.
Tirei as balas dos rifles
e os transformei em regadores de plantas.
Coloquei água no lugar dos cartuchos.
Hoje porque a guerra é finda.
Hoje bebi, hoje comi.
Hoje me enfeitei.
Hoje porque existe amanhã.
E amanhã a chuva está pra chegar.
:)
Escritos pessoais, poéticos, imaginários. Reunião, comemoração - de lembranças e momentos vividos ou desejados. Espaço de estar. De compartilhar.
sexta-feira, junho 05, 2009
terça-feira, junho 02, 2009
A dream is a dream in a dream as a dream
o como que me falta... o caminho para a resposta... o meio para algum fim e um novo começo.
David Lynch rules!
David Lynch rules!
Água
Pois é... ando me sentindo seca... preciso me hidratar.
Mas a água está acabando.
No planeta todo.
Mas a água está acabando.
No planeta todo.
coisas que incomodam...
Sobre algumas coisas que têm me incomodado ultimamente...
1: as pessoas não dizem mais eu te amo.
Muitas pessoas enchem a boca pra dizer que não dizem eu te amo em qualquer situação.. mas me pergunto, por que?
Se o amor é algo bom, brando, porque não distribuí-lo em um mundo tão violento e carente de afeto?
Talvez porque se tenha pouco amor pra dar...e isso é tão triste.
2: o isolamento é feito de uma matéria estranha.
Não é porque existe a internet que você vai conseguir driblar o isolamento.
A internet não te possibilita o toque, o contato direto, de calor com outros corpos.
Então... penso: o que faz o isolamento não é falta de comunicação!
Me parece que a falta de intimidade isola. E pra mudar o quadro nem todas as palavras do mundo são eficazes.
3: Se o caminho é de cada um, não há como pedir ajuda.
Mas tudo bem, vou seguir o meu e tentar fazer dele um caminho cheio de cores e sabores. Assim que eu voltar a viver, claro!
1: as pessoas não dizem mais eu te amo.
Muitas pessoas enchem a boca pra dizer que não dizem eu te amo em qualquer situação.. mas me pergunto, por que?
Se o amor é algo bom, brando, porque não distribuí-lo em um mundo tão violento e carente de afeto?
Talvez porque se tenha pouco amor pra dar...e isso é tão triste.
2: o isolamento é feito de uma matéria estranha.
Não é porque existe a internet que você vai conseguir driblar o isolamento.
A internet não te possibilita o toque, o contato direto, de calor com outros corpos.
Então... penso: o que faz o isolamento não é falta de comunicação!
Me parece que a falta de intimidade isola. E pra mudar o quadro nem todas as palavras do mundo são eficazes.
3: Se o caminho é de cada um, não há como pedir ajuda.
Mas tudo bem, vou seguir o meu e tentar fazer dele um caminho cheio de cores e sabores. Assim que eu voltar a viver, claro!
quinta-feira, maio 28, 2009
Momento brega da semana:
I'm not in love... so don't forget it...
And if I call you...
Don't make a fuss... don't tell your friends about the two of us...
And if I call you...
Don't make a fuss... don't tell your friends about the two of us...
;)
Preciso de..
Preciso de gotas de chuva escorrendo pelo vidro da janela.
Preciso de uma bússola.
Preciso de um sábio chinês que declame provérbios.
Preciso de calor morno que nunca queime pelo excesso.
Preciso de chuva, de qualquer forma, daquelas que hidrata por dentro.
Preciso de pausa, suspensão.
Preciso de velocidade além da luz.
Preciso de algo super sônico.
Preciso me atrapalhar menos.
Preciso de balde de água.
Preciso de norte, sul, leste e oeste.
Preciso de centro.
Preciso de dispersão.
...
:)
Preciso de uma bússola.
Preciso de um sábio chinês que declame provérbios.
Preciso de calor morno que nunca queime pelo excesso.
Preciso de chuva, de qualquer forma, daquelas que hidrata por dentro.
Preciso de pausa, suspensão.
Preciso de velocidade além da luz.
Preciso de algo super sônico.
Preciso me atrapalhar menos.
Preciso de balde de água.
Preciso de norte, sul, leste e oeste.
Preciso de centro.
Preciso de dispersão.
...
:)
sábado, maio 23, 2009
Procrastination
Vídeo roubado de um post antigo do Quiosque da Utopia,
blog do querido MauMau e que tem link nos mundos paralelos.
Trata de algo muito próximo da minha rotina diária.
:)
blog do querido MauMau e que tem link nos mundos paralelos.
Trata de algo muito próximo da minha rotina diária.
:)
quinta-feira, maio 21, 2009
Eu sou o Scarface!
Me assustei com o resultado de um teste bobo de internet.
"Que frase mítica de filme você é?"
O resultado:
"- Sempre digo a verdade, mesmo quando minto."
Por que me assutei?
Tempos atrás disse pra um amigo:
"- Eu sempre sou sincera. Mesmo quando eu minto, eu faço com tanta sinceridade que fica na cara que é mentira."
Guardada a pequena diferença relativa as palavras usadas, me parece que o significado é muito semelhante.
Não sabia de qual filme era a frase, só que era de um filme de gangster!
Mas pesquisando na internet descobri que eu falo como o Scarface!
Fala original do filme, proferida pelo personagem Tony Montana (interpretado pelo Al Pacino):
"- I always tell the truth, even when I lie."
Se assisti ou não... não me recordo.
Mas a capacidade de ter contato com tudo subconscientemente, está me impressionando!
"Que frase mítica de filme você é?"
O resultado:
"- Sempre digo a verdade, mesmo quando minto."
Por que me assutei?
Tempos atrás disse pra um amigo:
"- Eu sempre sou sincera. Mesmo quando eu minto, eu faço com tanta sinceridade que fica na cara que é mentira."
Guardada a pequena diferença relativa as palavras usadas, me parece que o significado é muito semelhante.
Não sabia de qual filme era a frase, só que era de um filme de gangster!
Mas pesquisando na internet descobri que eu falo como o Scarface!
Fala original do filme, proferida pelo personagem Tony Montana (interpretado pelo Al Pacino):
"- I always tell the truth, even when I lie."
Se assisti ou não... não me recordo.
Mas a capacidade de ter contato com tudo subconscientemente, está me impressionando!
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
Gertrude
“Doctor Faustus. What do I care there is no here nor there. What I am. I am Doctor Faustus who Knows everything can do everything and you say it was through you but not at all, if you had not been in a hurry and if I had taken my time I would have Known how to make white electric light and day-light and night light and what did I do I saw you miserable devil I saw you and I was deceived and I Believed miserable devil I thought needed you, and I thought I was tempted by the devil and I know no temptation is tempting unless the devil tells you so."
Gertrude Stein in Dr. Faustus lights the ligths
Gertrude Stein in Dr. Faustus lights the ligths
domingo, maio 17, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
Linndoooo
Pois é.. já falei aqui da minha loucura pelo Fábio Jr.
Sei que ele é algo muito distante da ideia de cantor que as pessoas imaginam que alguém num mestrado ou que lê livros de filosofia deve gostar...
Mas é paixão antiga.
Desde meus cinco anos de idade ele já movimentava meus nem desenvolvidos hormônios!
Hoje resolvi olhar uns vídeos dele no youtube e descobri que ele tem um channel!!
Resultado: olhei vários vídeos e tive arrepios em ver esse cara cantando...
Não perguntem como, não sei explicar! Ele me faz suspirar!
Ía postar o vídeo... mas é proibido... então vai o link caso alguém queira ver.
Linndoooo
Acho que em pequena eu já estava fadada a gostar de homens errados!
Sei que ele é algo muito distante da ideia de cantor que as pessoas imaginam que alguém num mestrado ou que lê livros de filosofia deve gostar...
Mas é paixão antiga.
Desde meus cinco anos de idade ele já movimentava meus nem desenvolvidos hormônios!
Hoje resolvi olhar uns vídeos dele no youtube e descobri que ele tem um channel!!
Resultado: olhei vários vídeos e tive arrepios em ver esse cara cantando...
Não perguntem como, não sei explicar! Ele me faz suspirar!
Ía postar o vídeo... mas é proibido... então vai o link caso alguém queira ver.
Linndoooo
Acho que em pequena eu já estava fadada a gostar de homens errados!
Do outro lado do oceano
Às vezes penso que minha vida está do outro lado do oceano.
Até que eu consiga atravessar o mar imenso e revolto, não começarei a viver.
Não vivi até hoje.
Não sei como viver aqui.
Acho que vim pra cá por acidente...
vim pra estar somente.
Não pra viver intensamente.
Intensamente como preciso nesse instante.
Vejo as pessoas viverem e a minha suposta vida passar.
Espero pelo outro lado do oceano.
Vou atravessar um dia essa imensidão de águas tempestuosas.
Vou chegar num lugar antigo e já conhecido.
Ter lembrança de coisas que ainda não vivi.
Sentir o que não vem de mim.
Lá, do outro lado do oceano.
Vou deixar pra trás tudo o que aqui existe.
Deixar aqui o que a máscara sustenta.
Abandonar todo engodo e toda a regra imposta.
Me desapegar do meu nome.
E viver...
Lá, do outro lado do oceano.
Até que eu consiga atravessar o mar imenso e revolto, não começarei a viver.
Não vivi até hoje.
Não sei como viver aqui.
Acho que vim pra cá por acidente...
vim pra estar somente.
Não pra viver intensamente.
Intensamente como preciso nesse instante.
Vejo as pessoas viverem e a minha suposta vida passar.
Espero pelo outro lado do oceano.
Vou atravessar um dia essa imensidão de águas tempestuosas.
Vou chegar num lugar antigo e já conhecido.
Ter lembrança de coisas que ainda não vivi.
Sentir o que não vem de mim.
Lá, do outro lado do oceano.
Vou deixar pra trás tudo o que aqui existe.
Deixar aqui o que a máscara sustenta.
Abandonar todo engodo e toda a regra imposta.
Me desapegar do meu nome.
E viver...
Lá, do outro lado do oceano.
quarta-feira, maio 13, 2009
Eu - aos pedaços.
Tenho muitas opiniões, mas que não valem de nada.
Eu não sou nada do que pareço ser à primeira vista.
Falo a verdade sem me comprometer com ela.
Quando tudo está eu sinto cheiro de algo suspeito.
Sou reativa.
Sou leal.
Mas a soma das partes não configura o todo.
Eu não sou nada do que pareço ser à primeira vista.
Falo a verdade sem me comprometer com ela.
Quando tudo está eu sinto cheiro de algo suspeito.
Sou reativa.
Sou leal.
Mas a soma das partes não configura o todo.
quarta-feira, maio 06, 2009
Mania de Chrissie Hynde (II)
Human
The Pretenders
I play a good game, but not good as you
I can be a little cold, but you can be so cruel
I'm not made of brick, I'm not made of stone
But if I had you fooled enough
to take me on
If love was a war, it's you who has won
While I was confessing it, you held your tongue
Now the damage is done...
Well there's blood in these veins
And I cry when in pain
I'm only human on the inside
And if looks can deceive
Make it hard to believe
I'm only human on the inside
I thought you'd come through,
I thought you'd come clean
You were the best thing I should never have seen
But you go to extremes, you push me too far
Then you keep going 'til you break my heart
Yeah, you break my heart
See I bleed and I bruise, oh, but what's it to you
I'm only human on the inside
And if looks could deceive,
Make it hard to believe
I'm only human on the inside
I crash and I burn, maybe some day you'll learn
I'm only human on the inside
I stumble and fall, baby, under it all
I'm only human on the inside
And the damage is done...
Well there's blood in these veins
And I cry when in pain
I'm only human on the inside
And if looks can deceive
Make it hard to believe
I'm only human on the inside
I crash and I burn, maybe some day you'll learn
I stumble and fall, baby, I do it all
I'm only human on the inside
The Pretenders
I play a good game, but not good as you
I can be a little cold, but you can be so cruel
I'm not made of brick, I'm not made of stone
But if I had you fooled enough
to take me on
If love was a war, it's you who has won
While I was confessing it, you held your tongue
Now the damage is done...
Well there's blood in these veins
And I cry when in pain
I'm only human on the inside
And if looks can deceive
Make it hard to believe
I'm only human on the inside
I thought you'd come through,
I thought you'd come clean
You were the best thing I should never have seen
But you go to extremes, you push me too far
Then you keep going 'til you break my heart
Yeah, you break my heart
See I bleed and I bruise, oh, but what's it to you
I'm only human on the inside
And if looks could deceive,
Make it hard to believe
I'm only human on the inside
I crash and I burn, maybe some day you'll learn
I'm only human on the inside
I stumble and fall, baby, under it all
I'm only human on the inside
And the damage is done...
Well there's blood in these veins
And I cry when in pain
I'm only human on the inside
And if looks can deceive
Make it hard to believe
I'm only human on the inside
I crash and I burn, maybe some day you'll learn
I stumble and fall, baby, I do it all
I'm only human on the inside
Mania de Chrissie Hynde
Talk of the Town
The Pretenders
Such a drag to want something sometime
One thing leads to another i know
Was a time wanted you for mine
Nobody knew
You arrived like a day
And passed like a cloud
I made a wish, i said it out loud
Out loud in a crowd
Everybody heard
'twas the talk of the town
It's not my place to know what you feel
I'd like to know but why should i?
Who were you then, who are you now?
Common labourer by night, by day highbrow
Back in my room i wonder, then i
Sit on the bed, look at the sky
Up in the sky
Clouds rearrange
Like the talk of the town
Maybe tomorrow, maybe someday
Maybe tomorrow, maybe someday
You've changed your place in this world
You've changed your place in this world
Oh but it's hard to live by the rules
I never could and still never do
The rules and such never bothered you
You call the shots and they follow
I watch you still from a distance then go
Back to my room, you never know
I want you, i want you but now
Who's the talk of the town?
The Pretenders
Such a drag to want something sometime
One thing leads to another i know
Was a time wanted you for mine
Nobody knew
You arrived like a day
And passed like a cloud
I made a wish, i said it out loud
Out loud in a crowd
Everybody heard
'twas the talk of the town
It's not my place to know what you feel
I'd like to know but why should i?
Who were you then, who are you now?
Common labourer by night, by day highbrow
Back in my room i wonder, then i
Sit on the bed, look at the sky
Up in the sky
Clouds rearrange
Like the talk of the town
Maybe tomorrow, maybe someday
Maybe tomorrow, maybe someday
You've changed your place in this world
You've changed your place in this world
Oh but it's hard to live by the rules
I never could and still never do
The rules and such never bothered you
You call the shots and they follow
I watch you still from a distance then go
Back to my room, you never know
I want you, i want you but now
Who's the talk of the town?
Dica cultural:
Pra quem como eu está em Porto Alegre, aqui vai uma dica de atividade pro fim de semana:
- Tereza e o Aquário
peça de teatro em temporada na Sala Álvaro Moreyra;
Sex Sab e Dom às 21h
último fim de semana da temporada
(Av. Erico Veríssimo, 307)
É um trabalho bem bacana, mistura artes visuais com um texto excelente.
Ótima criação da Cia Espaço em Branco.
- Tereza e o Aquário
peça de teatro em temporada na Sala Álvaro Moreyra;
Sex Sab e Dom às 21h
último fim de semana da temporada
(Av. Erico Veríssimo, 307)
É um trabalho bem bacana, mistura artes visuais com um texto excelente.
Ótima criação da Cia Espaço em Branco.
domingo, maio 03, 2009
Cavaleiro de Espadas
Tenho um amigo.
Digo que tenho, porque sei que ele não é um amigo imaginário.
Ele existe. É meu amigo.
E é tão meu amigo que se permite não sê-lo.
Como nesse momento.
Estamos vivendo uma amizade às avessas.
Onde não existe compartilhar, onde não existe companheirismo, onde não existe compaixão.
Nossa amizade nesse momento é feita de silêncios e dor. De desencontros, desacordos, egoísmo e um certo sadismo.
Mas somos amigos.
Esse meu amigo... é importante pra mim.
Eu julgo que não conheço esse meu amigo.
Ele não gosta de ser julgado.
E ele não se cristaliza em uma existência de forma definitiva.
Ele não é definitivo e por isso é difícil acreditar nos pragmatismos que por vezes ele tenta.
Ele gosta...
Não sei do que ele gosta.
Não sei quase nada sobre ele.
Um dia eu pensei que soubesse.
Um dia eu pensei que entendia.
Um dia eu pensei que era especial.
Ele desfez. E chegamos ao momento de desconforto, desconcerto, descomposto, desconjunto.
Ouvi essa música do Radiohead e me lembrei dele.
Ele tem me parecido assim.
Tem se mostrado assim pra mim, mesmo que assim não o seja ou seja.
Não sou capaz de alcançar o que ele é. Talvez nem mesmo ele alcance.
Mas sei que ele é muito.
Lamento é que eu não seja tanto.
Digo que tenho, porque sei que ele não é um amigo imaginário.
Ele existe. É meu amigo.
E é tão meu amigo que se permite não sê-lo.
Como nesse momento.
Estamos vivendo uma amizade às avessas.
Onde não existe compartilhar, onde não existe companheirismo, onde não existe compaixão.
Nossa amizade nesse momento é feita de silêncios e dor. De desencontros, desacordos, egoísmo e um certo sadismo.
Mas somos amigos.
Esse meu amigo... é importante pra mim.
Eu julgo que não conheço esse meu amigo.
Ele não gosta de ser julgado.
E ele não se cristaliza em uma existência de forma definitiva.
Ele não é definitivo e por isso é difícil acreditar nos pragmatismos que por vezes ele tenta.
Ele gosta...
Não sei do que ele gosta.
Não sei quase nada sobre ele.
Um dia eu pensei que soubesse.
Um dia eu pensei que entendia.
Um dia eu pensei que era especial.
Ele desfez. E chegamos ao momento de desconforto, desconcerto, descomposto, desconjunto.
Ouvi essa música do Radiohead e me lembrei dele.
Ele tem me parecido assim.
Tem se mostrado assim pra mim, mesmo que assim não o seja ou seja.
Não sou capaz de alcançar o que ele é. Talvez nem mesmo ele alcance.
Mas sei que ele é muito.
Lamento é que eu não seja tanto.
quarta-feira, abril 29, 2009
domingo, abril 26, 2009
Do que eu sou e do que gostaria de ser.
Uma frase que ouvi hoje num filme e sempre me vem nos momentos em que alguém, importante pra mim, se distancia:
- Tenho medo de que um dia a gente se encontre e só consiga falar trivialidades.
É o apego, o vínculo, que lamenta o fim.
No filme o final foi feliz, porque não foi final.
Mas só ouço que é preciso se desapegar... que é preciso abrir mão para que o novo possa preencher mais uma vez a vida.
Essa impermanência de tudo ao mesmo tempo, que liberta e excita, está sempre aliada à insegurança. É preciso tanta coragem pra se permitir destruir os afetos no fundo do peito... e eu que quero tanto ser livre... aqui me imobilizo.
É preciso criar, dentro de mim, uma mulher mais corajosa do que eu.
Ou não sei se vou me respeitar.
Quero ser livre, mas ainda assim ser capaz de criar e viver vínculos.
Não quero a liberdade que significa isolamento.
Preciso aprender a deixar os afetos livres para morrerem se preciso for.
Livres pra se moverem, mesmo que pra longe, onde eu não possa alcançar.
Porque quero vê-los livres também.
Mas como permanecer aberta, inteira, e afetuosa...
se cada afeto perdido é como uma janela que se fecha, em uma casa cada vez mais escura?
(frases soltas...talvez com algum sentido...)
:S
- Tenho medo de que um dia a gente se encontre e só consiga falar trivialidades.
É o apego, o vínculo, que lamenta o fim.
No filme o final foi feliz, porque não foi final.
Mas só ouço que é preciso se desapegar... que é preciso abrir mão para que o novo possa preencher mais uma vez a vida.
Essa impermanência de tudo ao mesmo tempo, que liberta e excita, está sempre aliada à insegurança. É preciso tanta coragem pra se permitir destruir os afetos no fundo do peito... e eu que quero tanto ser livre... aqui me imobilizo.
É preciso criar, dentro de mim, uma mulher mais corajosa do que eu.
Ou não sei se vou me respeitar.
Quero ser livre, mas ainda assim ser capaz de criar e viver vínculos.
Não quero a liberdade que significa isolamento.
Preciso aprender a deixar os afetos livres para morrerem se preciso for.
Livres pra se moverem, mesmo que pra longe, onde eu não possa alcançar.
Porque quero vê-los livres também.
Mas como permanecer aberta, inteira, e afetuosa...
se cada afeto perdido é como uma janela que se fecha, em uma casa cada vez mais escura?
(frases soltas...talvez com algum sentido...)
:S
Café Filosófico
Tenho gostado muito de assistir ao Café Filosófico na TV Cultura.
Uma das melhores opçoes da tv brasileira em sua parcela inteligente.
:)
Uma das melhores opçoes da tv brasileira em sua parcela inteligente.
:)
sábado, abril 25, 2009
O que me dói...
"O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma. "
(Fernando Pessoa, 5-9-1933)
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma. "
(Fernando Pessoa, 5-9-1933)
sexta-feira, abril 24, 2009
Morpheu me renuncia.
E pela madrugada me arrependo de diminuir distâncias que me mantêm viva.
E o sono não chega e até Morpheu me abandona.
Quisera eu, também, renunciar a mim.
:s
E o sono não chega e até Morpheu me abandona.
Quisera eu, também, renunciar a mim.
:s
Da série "Como diria.." (I)
Como diria...
o Charlie Brown: Puxa, que puxa!
o Wander Wildner: Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.
as Tartarugas Ninja: Santa Tartaruga!
as Chiquititas: Não me diga mentirinhas, dói demaaais!
E como diria...
o Gaguinho: A-té-té-té amanhã pessoal!
o Charlie Brown: Puxa, que puxa!
o Wander Wildner: Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.
as Tartarugas Ninja: Santa Tartaruga!
as Chiquititas: Não me diga mentirinhas, dói demaaais!
E como diria...
o Gaguinho: A-té-té-té amanhã pessoal!
Pilulas do doutor cara de coruja
1
"Minha veia narcisista sempre se pergunta: o que foi que eu fiz?"
2
"Não quero mais viver nesse carrossel que dá voltas e nunca sai do lugar: o mundo não é um faz-de-conta e nem a terra é quase o céu."
3
"As pessoas estão gostando de fingir ser o que não são. Eu não."
4
"A mula-sem-cabeça perguntou pro Saci: e daí?"
5
"Nossos tempos sempre são diferentes; é como no Feitiço de Áquila. Que aliás foi destruída por um terremoto...será que isso é um aviso?"
6
"Estou invejosa. Cuidado. Não ofereça comida aos animais."
7
"Se eu pudesse eu ficava uma vida inteira só pensando. Agir cansa e sempre tem efeitos colaterais."
8
"Comprei um Tarot. Cuidado, de novo."
9
"Lerê, lerê... vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Lerê, lerê..."
"Minha veia narcisista sempre se pergunta: o que foi que eu fiz?"
2
"Não quero mais viver nesse carrossel que dá voltas e nunca sai do lugar: o mundo não é um faz-de-conta e nem a terra é quase o céu."
3
"As pessoas estão gostando de fingir ser o que não são. Eu não."
4
"A mula-sem-cabeça perguntou pro Saci: e daí?"
5
"Nossos tempos sempre são diferentes; é como no Feitiço de Áquila. Que aliás foi destruída por um terremoto...será que isso é um aviso?"
6
"Estou invejosa. Cuidado. Não ofereça comida aos animais."
7
"Se eu pudesse eu ficava uma vida inteira só pensando. Agir cansa e sempre tem efeitos colaterais."
8
"Comprei um Tarot. Cuidado, de novo."
9
"Lerê, lerê... vida de mestrando é difícil, é difícil como o que... Lerê, lerê..."
saída de emergência ou ode ao piloto que não incomoda
Um mês.
Muita coisa acontece.
Mas nada demais acontece.
É engraçado como é possível falar quase que diariamente com uma pessoa e nada dizer.
Falar sem dizer, sem ter significado algum em tantas palavras.
Tenho realmente me incomodado com isso.
Tenho me incomodado com a necessidade de civilidade nas relações.
Principalmente porque tenho sucumbido a ela.
Tenho sido soterrada por ela.
Me sinto fraca demais pra qualquer tipo de resistência.
Como se estivesse funcionando num modo muito básico.
Acho que troquei o botão do foda-se pelo do piloto automático.
Como o foda-se fazia muito estrago, estou tentando uma possibilidade insípida, inodora e incolor.
(tá.. é um tédio... eu sei... mas no momento não consigo nada além disso.)
Muita coisa acontece.
Mas nada demais acontece.
É engraçado como é possível falar quase que diariamente com uma pessoa e nada dizer.
Falar sem dizer, sem ter significado algum em tantas palavras.
Tenho realmente me incomodado com isso.
Tenho me incomodado com a necessidade de civilidade nas relações.
Principalmente porque tenho sucumbido a ela.
Tenho sido soterrada por ela.
Me sinto fraca demais pra qualquer tipo de resistência.
Como se estivesse funcionando num modo muito básico.
Acho que troquei o botão do foda-se pelo do piloto automático.
Como o foda-se fazia muito estrago, estou tentando uma possibilidade insípida, inodora e incolor.
(tá.. é um tédio... eu sei... mas no momento não consigo nada além disso.)
quinta-feira, março 26, 2009
Findar pra existir
Tenho pensado sobre o que é o amor e sobre como identificar, com certeza, sua existência.
Pensei, pensei e me deparei, no meio de tantos pensamentos, com o seguinte ponto:
"Às vezes você ama, mas ficar junto não é possível."
E aí? Deixa de ser amor por causa disso??
Acho que não.
Acho que quando há a impossibilidade de estar junto, seja por falta de tempo, de interesse, de afinidade, ou simplesmente porque o humor não está bom... não é falta de amor!
Amor não é sinônimo de relacionamento.
Como maior prova disso existem os amores platônicos!
Mas eles não são os únicos impossíveis...
Muitas vezes na vida a gente encontra pessoas que ama,
com quem vive um relacionamento,
ou mesmo só uma história tórrida e não oficial de curto prazo.
Quando há a separação, nem sempre é por falta de amor.
Estou pra dizer que na maioria das vezes não é por isso!
Mas se há amor porque o relacionamento acaba?
Porque a vida da gente é feita de muita coisa...
trabalho, família, amigos, viagens pelo mundo...
e nem sempre o relacionamento te possibilita ser feliz em meio a tudo isso.
Acho que a gente tenta encontrar um equilibrio.
Um equilibro de qualidades e sensações boas entre tudo!
E se o relacionamento interfere na balança...
ele não nos serve mais.
Porque não é possível estar com alguém infeliz do nosso lado, nem aceitar ser infeliz do lado de alguém.
Meu último relacionamento não acabou por falta de amor.
Acabou porque já não equilibrava mais os pratos da balança da vida
de nenhum dos dois.
Vejo muita gente mantendo relações com sofrimento...
e quando pergunto: por quê?
me respondem: por que eu amo.
Mas depois de um tempo, só vejo esse amor de sacrifício gerando mágoa e se suicidando.
É preciso lembrar que o verdadeiro amor não é egoísta!
Será que essas relações ainda são de amor?
Ou acabaram no apego e no medo de viver outras experiências?
Acho que o verdadeiro amor existe pra trazer prazer, não sofrimento!
Amar é algo precioso!
E justamente por isso,
prefiro aceitar quando a separação se pronuncia.
Mesmo que isso signifique tornar ocultos alguns desejos intensos.
A distância e a separação não é pior que a morte do amor.
É preciso admitir e viver plenamente o amor, mas protegê-lo também.
Até pra que num outro momento, com mais tempo, mais interesse, mais afinidade, ou simplesmente porque o humor está bom...
o relacionamento possa um dia renascer!
:)
Pensei, pensei e me deparei, no meio de tantos pensamentos, com o seguinte ponto:
"Às vezes você ama, mas ficar junto não é possível."
E aí? Deixa de ser amor por causa disso??
Acho que não.
Acho que quando há a impossibilidade de estar junto, seja por falta de tempo, de interesse, de afinidade, ou simplesmente porque o humor não está bom... não é falta de amor!
Amor não é sinônimo de relacionamento.
Como maior prova disso existem os amores platônicos!
Mas eles não são os únicos impossíveis...
Muitas vezes na vida a gente encontra pessoas que ama,
com quem vive um relacionamento,
ou mesmo só uma história tórrida e não oficial de curto prazo.
Quando há a separação, nem sempre é por falta de amor.
Estou pra dizer que na maioria das vezes não é por isso!
Mas se há amor porque o relacionamento acaba?
Porque a vida da gente é feita de muita coisa...
trabalho, família, amigos, viagens pelo mundo...
e nem sempre o relacionamento te possibilita ser feliz em meio a tudo isso.
Acho que a gente tenta encontrar um equilibrio.
Um equilibro de qualidades e sensações boas entre tudo!
E se o relacionamento interfere na balança...
ele não nos serve mais.
Porque não é possível estar com alguém infeliz do nosso lado, nem aceitar ser infeliz do lado de alguém.
Meu último relacionamento não acabou por falta de amor.
Acabou porque já não equilibrava mais os pratos da balança da vida
de nenhum dos dois.
Vejo muita gente mantendo relações com sofrimento...
e quando pergunto: por quê?
me respondem: por que eu amo.
Mas depois de um tempo, só vejo esse amor de sacrifício gerando mágoa e se suicidando.
É preciso lembrar que o verdadeiro amor não é egoísta!
Será que essas relações ainda são de amor?
Ou acabaram no apego e no medo de viver outras experiências?
Acho que o verdadeiro amor existe pra trazer prazer, não sofrimento!
Amar é algo precioso!
E justamente por isso,
prefiro aceitar quando a separação se pronuncia.
Mesmo que isso signifique tornar ocultos alguns desejos intensos.
A distância e a separação não é pior que a morte do amor.
É preciso admitir e viver plenamente o amor, mas protegê-lo também.
Até pra que num outro momento, com mais tempo, mais interesse, mais afinidade, ou simplesmente porque o humor está bom...
o relacionamento possa um dia renascer!
:)
quarta-feira, março 25, 2009
Pra continuar feliz!
Pois é... to curtindo esse lance de colocar videos no blog!!
e to curtindo me sentir feliz a maior parte do tempo!
Assim... quero compartilhar!!
Tem mais uma música que me deixa sempre feliz quando escuto...
é uma música com clipe mega fofo e que tem direção de um baita cara!
Island in the sun
do Weezer, dirigido pelo Spike Jonze
:)
segue a letra pra cantar junto! hehe
e beijos pra todos! porque hoje eu estou muito afetuosa!
Island In The Sun
Weezer
Hip hip
When you're on a holiday
You can't find the words to say
All the things that come to you
And I wanna feel it too
On an island in the sun
We'll be playin' and havin' fun
And it makes me feel so fine I can't control my brain
Hip hip
When you're on a golden sea
You don't need no memory
Just a place to call your own
As we drift into the zone
On an island in the sun
We'll be playin' and havin' fun
And it makes me feel so fine I can't control my brain
We'll run away together
We'll spend some time forever
We'll never feel bad anymore
Hip hip
On an island in the sun
We'll be playin' and havin' fun
And it makes me feel so fine I can't control my brain
We'll run away together
We'll spend some time forever
We'll never feel bad anymore
Hip hip
We'll never feel that anymore
Hip hip
We'll never feel that anymore
e to curtindo me sentir feliz a maior parte do tempo!
Assim... quero compartilhar!!
Tem mais uma música que me deixa sempre feliz quando escuto...
é uma música com clipe mega fofo e que tem direção de um baita cara!
Island in the sun
do Weezer, dirigido pelo Spike Jonze
:)
segue a letra pra cantar junto! hehe
e beijos pra todos! porque hoje eu estou muito afetuosa!
Island In The Sun
Weezer
Hip hip
When you're on a holiday
You can't find the words to say
All the things that come to you
And I wanna feel it too
On an island in the sun
We'll be playin' and havin' fun
And it makes me feel so fine I can't control my brain
Hip hip
When you're on a golden sea
You don't need no memory
Just a place to call your own
As we drift into the zone
On an island in the sun
We'll be playin' and havin' fun
And it makes me feel so fine I can't control my brain
We'll run away together
We'll spend some time forever
We'll never feel bad anymore
Hip hip
On an island in the sun
We'll be playin' and havin' fun
And it makes me feel so fine I can't control my brain
We'll run away together
We'll spend some time forever
We'll never feel bad anymore
Hip hip
We'll never feel that anymore
Hip hip
We'll never feel that anymore
segunda-feira, março 23, 2009
O terceiro não veio
O terceiro post eu esqueci sobre o que era...
divaguei muito e preciso voltar pra minha dissertação!
Ela me chama em qualquer lugar que eu vá!
Frase do dia:
- Seja tola só se isso lhe trouxer alguma felicidade!
:)
divaguei muito e preciso voltar pra minha dissertação!
Ela me chama em qualquer lugar que eu vá!
Frase do dia:
- Seja tola só se isso lhe trouxer alguma felicidade!
:)
Da bobice
O segungo post é pra falar de estrelas!!
Estrelas dessas que brilham no céu e que a gente quase não vê mais nas cidades grandes!
(não que Porto Alegre seja exatamente uma cidade grande... mas vocês me entenderam... eu acho!)
Ontem fui ao show do Nando Reis no Anfiteatro...à beira do Guaíba... com a imensidão azul sobre as cabeças!
Milhões de pessoas assistindo ao show e me pergunto:
quantos que lá estavam viram as estrelas daquela noite quente?
Olhei pro céu e vi várias delas!
Como há muito tempo as nuvems e a poluição me impediam de ver...
ao menos por aqui!
Fiquei feliz ao ver um infinito!!
Acho que poucos dentro da multidão repararam...
Mas eu vi.
Assim como vi o sol se pondo devagar, tornando-nos sombras no horizonte laranja intenso!
Ai to boba. Deixa assim!
Estrelas dessas que brilham no céu e que a gente quase não vê mais nas cidades grandes!
(não que Porto Alegre seja exatamente uma cidade grande... mas vocês me entenderam... eu acho!)
Ontem fui ao show do Nando Reis no Anfiteatro...à beira do Guaíba... com a imensidão azul sobre as cabeças!
Milhões de pessoas assistindo ao show e me pergunto:
quantos que lá estavam viram as estrelas daquela noite quente?
Olhei pro céu e vi várias delas!
Como há muito tempo as nuvems e a poluição me impediam de ver...
ao menos por aqui!
Fiquei feliz ao ver um infinito!!
Acho que poucos dentro da multidão repararam...
Mas eu vi.
Assim como vi o sol se pondo devagar, tornando-nos sombras no horizonte laranja intenso!
Ai to boba. Deixa assim!
Do amor
O primeiro dos três posts de hoje, me veio ao ler o texto da Martha Mederios no jornal de domingo...
O Título:
O amor nos tempos de hoje
Basicamente diz que o amor está em falta,
que foi escorraçado pela mídia e trocado nas relações pessoais
por paixão, desejo, oportunidade ou conveniência.
Tive que dar o braço a torcer e concordar!
Mesmo achando o texto um tanto piegas
(aliás como todos da Martha Medeiros!)!
A geração do tudo "fast" não consegue se dedicar a algo que leva tempo pra ser construído...e que não se apaga teclando delete!
Amor é sentimento a longo prazo.
E não combina com quem quer viver o aqui-agora e foda-se o amanhã! Não combina com essa urgência de tudo... porque o mundo vai acabar, sabia?!
Amor é brando e profundo.
Não pode ser fingido, forjado.
Amor só pode ser...
Se for amor.
"Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços.(...) Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita.(...) nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."
(Martha Medeiros)
E me dou conta de que estou definitivmente e terrivelmente tão piegas quanto ela...
que péssimo isso!!!
:P
O Título:
O amor nos tempos de hoje
Basicamente diz que o amor está em falta,
que foi escorraçado pela mídia e trocado nas relações pessoais
por paixão, desejo, oportunidade ou conveniência.
Tive que dar o braço a torcer e concordar!
Mesmo achando o texto um tanto piegas
(aliás como todos da Martha Medeiros!)!
A geração do tudo "fast" não consegue se dedicar a algo que leva tempo pra ser construído...e que não se apaga teclando delete!
Amor é sentimento a longo prazo.
E não combina com quem quer viver o aqui-agora e foda-se o amanhã! Não combina com essa urgência de tudo... porque o mundo vai acabar, sabia?!
Amor é brando e profundo.
Não pode ser fingido, forjado.
Amor só pode ser...
Se for amor.
"Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços.(...) Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita.(...) nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."
(Martha Medeiros)
E me dou conta de que estou definitivmente e terrivelmente tão piegas quanto ela...
que péssimo isso!!!
:P
sexta-feira, março 20, 2009
Pra animar!
Ok... vamos dar uma animada nesse blog hoje!
Como eu mesma disse no primeiro post do ano: a gente faz pela gente! porque de resto ... não sei não!
Adoro a Corinne Bailey Rae!!
Tem uma música dela que já ouvi umas milhões de vezes...
imaginando coisas românticas!
Mas essa que vou deixar aqui pra vocês é diferente!
É pra imaginar todas as coisas boas que nos esperam na vida!
Porque se exitem os obstáculos... a gente passa por eles e consegue ser feliz sim!
É bom acreditar... porque nada permanece o mesmo na vida... tudo é movimento, mudança...
e se as coisas mudaram pra pior... daqui a pouco melhoram e tudo se ajeita.
Basta a gente realmente querer!
Quando se quer e se quer muito... tudo fica bem no final!
Então vamos querer juntos que a vida colabora!
;)
E se a minha culpa é amar... vou continuar culpada, fazer o que?!
Como eu mesma disse no primeiro post do ano: a gente faz pela gente! porque de resto ... não sei não!
Adoro a Corinne Bailey Rae!!
Tem uma música dela que já ouvi umas milhões de vezes...
imaginando coisas românticas!
Mas essa que vou deixar aqui pra vocês é diferente!
É pra imaginar todas as coisas boas que nos esperam na vida!
Porque se exitem os obstáculos... a gente passa por eles e consegue ser feliz sim!
É bom acreditar... porque nada permanece o mesmo na vida... tudo é movimento, mudança...
e se as coisas mudaram pra pior... daqui a pouco melhoram e tudo se ajeita.
Basta a gente realmente querer!
Quando se quer e se quer muito... tudo fica bem no final!
Então vamos querer juntos que a vida colabora!
;)
E se a minha culpa é amar... vou continuar culpada, fazer o que?!
quarta-feira, março 18, 2009
Eu quero calor.
Nesse momento eu só quero que o meu corpo seja teu.
Foi isso o que eu disse.
Mas não foi o que aconteceu.
E não foi, porque eu não soube estar aberta... como antes havia estado.
Não fui capaz de me manter aberta... e oferecer calor,
dar os afagos que eu tanto desejei
e os beijos pelos quais tanto esperei.
As coisas parecem não ter volta.
Me sinto pequena.
Impotente.
Só consigo me fechar cada vez mais.
Até não ser mais notada e permitir que pela minha ausência algo de bom retorne...
sem a minha lembrança, fria, sombria.
Quero felicidade, mesmo que não seja plena.
E infelizmente parece que só a distância será capaz de ajudar.
O tempo transcorrido.
A ausência.
Mas eu tenho medo.
Medo que os caminhos sejam diferentes e a distância nunca se acabe.
O que pode acontecer,
por maiores e mais sinceras que tenham sido as promessas de companhia, afeto e amizade.
Um dia cumplices.
Noutro o que?
E nesse exato momento eu só preciso de um abraço... mas ele não vem.
Foi isso o que eu disse.
Mas não foi o que aconteceu.
E não foi, porque eu não soube estar aberta... como antes havia estado.
Não fui capaz de me manter aberta... e oferecer calor,
dar os afagos que eu tanto desejei
e os beijos pelos quais tanto esperei.
As coisas parecem não ter volta.
Me sinto pequena.
Impotente.
Só consigo me fechar cada vez mais.
Até não ser mais notada e permitir que pela minha ausência algo de bom retorne...
sem a minha lembrança, fria, sombria.
Quero felicidade, mesmo que não seja plena.
E infelizmente parece que só a distância será capaz de ajudar.
O tempo transcorrido.
A ausência.
Mas eu tenho medo.
Medo que os caminhos sejam diferentes e a distância nunca se acabe.
O que pode acontecer,
por maiores e mais sinceras que tenham sido as promessas de companhia, afeto e amizade.
Um dia cumplices.
Noutro o que?
E nesse exato momento eu só preciso de um abraço... mas ele não vem.
Who's playing hide and seek?
Tenho problemas com quem se esforça em ser "padrão".
Não consigo conceber algum padrão para o ser humano.
Acho tarefa infrutífera e tediosa se esforçar pelo padrão.
Até porque... se existe algum padrão ele provavelmente é justamente apadronal.
(apadronal? existe essa palavra?)
Me parece que pessoas que se esforçam em ser padrão...
na verdade estão se escondendo.
Acho que "esconder-se" é o verbo preferido de quem pratica tal covardia.
E digo covardia porque falo de esconder a quem se é,
pelo medo do julgamento alheio!
Quem segue determinadas normas sociais porque faz parte do que é, acho louvável, ético.
Meu problema é com aqueles perfis fake, sabe?!
Pessoas que têm um eu social completamente diferente do que efetivamente teriam se o julgamento alheio não estivesse em destaque...
Esses é que são meu problema.
Meu problema porque me incomodam.
Ou porque eu me incomodo com elas.
E por que me incomodo com elas? Talvez se perguntasse alguém entendido em psicanálise... Tentando, quem sabe, descobrir algum aspecto obscuro da minha psiqué relacionado com tal atitude...
Talvez porque eu mesma já tenha tentado e não tenha obtido sucesso, talvez porque veja sempre muitos tentando e não obtendo sucesso, talvez porque realmente não consiga mais ver essa como uma atitude eficente.
Se o propósito é ser feliz não há eficácia na covardia.
Mas essa, como sempre, é só a minha opinião.
E atualmente venho pensando que ela em nada oferece.
É só uma opinião, sem fundamento teórico ou científico.
E se escrevo aqui no blog... não é para oferecer alguma coisa à alguém.
Por mais que a internet seja um ambiente público.
Realmente não vejo mais esse espaço como possibilidade de diálogo.
E dialogar sim, acredito que seja uma atitude de oferta genuína.
Tenho visto e sentido esse espaço muito mais como estratégia de exposição mera e simples.
Como forma de não me acovardar e não me esconder... mesmo que primária, mesmo que inicial.
É que não temo o julgamento alheio, mas o meu próprio.
Não consigo conceber algum padrão para o ser humano.
Acho tarefa infrutífera e tediosa se esforçar pelo padrão.
Até porque... se existe algum padrão ele provavelmente é justamente apadronal.
(apadronal? existe essa palavra?)
Me parece que pessoas que se esforçam em ser padrão...
na verdade estão se escondendo.
Acho que "esconder-se" é o verbo preferido de quem pratica tal covardia.
E digo covardia porque falo de esconder a quem se é,
pelo medo do julgamento alheio!
Quem segue determinadas normas sociais porque faz parte do que é, acho louvável, ético.
Meu problema é com aqueles perfis fake, sabe?!
Pessoas que têm um eu social completamente diferente do que efetivamente teriam se o julgamento alheio não estivesse em destaque...
Esses é que são meu problema.
Meu problema porque me incomodam.
Ou porque eu me incomodo com elas.
E por que me incomodo com elas? Talvez se perguntasse alguém entendido em psicanálise... Tentando, quem sabe, descobrir algum aspecto obscuro da minha psiqué relacionado com tal atitude...
Talvez porque eu mesma já tenha tentado e não tenha obtido sucesso, talvez porque veja sempre muitos tentando e não obtendo sucesso, talvez porque realmente não consiga mais ver essa como uma atitude eficente.
Se o propósito é ser feliz não há eficácia na covardia.
Mas essa, como sempre, é só a minha opinião.
E atualmente venho pensando que ela em nada oferece.
É só uma opinião, sem fundamento teórico ou científico.
E se escrevo aqui no blog... não é para oferecer alguma coisa à alguém.
Por mais que a internet seja um ambiente público.
Realmente não vejo mais esse espaço como possibilidade de diálogo.
E dialogar sim, acredito que seja uma atitude de oferta genuína.
Tenho visto e sentido esse espaço muito mais como estratégia de exposição mera e simples.
Como forma de não me acovardar e não me esconder... mesmo que primária, mesmo que inicial.
É que não temo o julgamento alheio, mas o meu próprio.
terça-feira, março 17, 2009
Nunca o mesmo rio.
"E o pensamento, pelo qual nós o conhecemos, é o pensamento de ele-em-aquelas-relações, um pensamento difundido na consciência de todo aquele obscuro contexto. (...) De um ano para outro, vemos as coisas sob novas luzes. O que era irreal, tornou-se real, e o que era excitante é insípido. Os amigos, por quem nos preocupávamos, foram transformados em sombras; as mulheres, uma vez tão divinas, as estrelas, as florestas e as vertentes, porque agora são tão monótonas e comuns? (...) A experiência nos remodela a cada momento, e nossa reação mental, em cada coisa dada, é realmente uma resultante de nossa experiência de todo o mundo até aquela data.
(...) e o que quer que seja verdadeiro para o rio da vida, para o rio da sensação elementar, certamente, seria verdadeiro dizer, como Heráclito, que nunca nos banhamos duas vezes no mesmo fluxo."
Pedaços retirados do capítulo IX do livro Princípios de Psicologia, de William James.
E de pensar e sentir me perco e me reencontro.
De mim.
Dos outros.
Do mundo.
Nunca o mesmo rio, mas sempre tudo até aqui.
(...) e o que quer que seja verdadeiro para o rio da vida, para o rio da sensação elementar, certamente, seria verdadeiro dizer, como Heráclito, que nunca nos banhamos duas vezes no mesmo fluxo."
Pedaços retirados do capítulo IX do livro Princípios de Psicologia, de William James.
E de pensar e sentir me perco e me reencontro.
De mim.
Dos outros.
Do mundo.
Nunca o mesmo rio, mas sempre tudo até aqui.
Marcadores:
fluxo,
heráclito,
william james
segunda-feira, março 16, 2009
Qual o crime da memória?
Hoje pela manhã...
lendo a apresentação do livro de Eric Hobsbawm
Era dos Extremos: O breve século XX - 1914 - 1991
me deparei com a seguinte afirmação:
"Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem."
É o ponto de vista do historiador, que analisa em retrospectiva os acontecimentos,
que trabalha para manter a memória do mundo
e que se confronta com uma sociedade do imediato, do só existe hoje.
Fico me perguntando por que esquecemos?
Qual o crime da memória? Que atrocidade ela cometeu?
Se houve alguma, fomos nós os responsáveis.
Então esquecer pra quê?
Pra nos esquivarmos da responsabilidade?
Pra fingirmos que somos perfeitos?
A história da humanidade não é feita exclusivamente de belas páginas...
é feita também de dores profundas.
E nós... somos isso:
Fruto de humanas criaturas que geram humanos outros.
A informação, a cultura, a educação que recebemos vêm de longas vivências que,
se não foram diretamente vividas por nós,
são nossas por nossa origem.
Se os erros existem eles devem ser lembrados.
Mas não pra amargurar.
Eles devem ser lembrados pra nos felicitarmos em tê-los sobrevivido!
Pra modificarmos as rotas que dão em nada.
Pra construirmos pontes que unem e diminuem distâncias.
Pra sermos completos e não tão somente uma parte de nós.
Ser inteiro é não esquecer e mesmo assim continuar.
Prefiro guardar as lembranças e acreditar que posso fazer diferente.
E você?
:)
lendo a apresentação do livro de Eric Hobsbawm
Era dos Extremos: O breve século XX - 1914 - 1991
me deparei com a seguinte afirmação:
"Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem."
É o ponto de vista do historiador, que analisa em retrospectiva os acontecimentos,
que trabalha para manter a memória do mundo
e que se confronta com uma sociedade do imediato, do só existe hoje.
Fico me perguntando por que esquecemos?
Qual o crime da memória? Que atrocidade ela cometeu?
Se houve alguma, fomos nós os responsáveis.
Então esquecer pra quê?
Pra nos esquivarmos da responsabilidade?
Pra fingirmos que somos perfeitos?
A história da humanidade não é feita exclusivamente de belas páginas...
é feita também de dores profundas.
E nós... somos isso:
Fruto de humanas criaturas que geram humanos outros.
A informação, a cultura, a educação que recebemos vêm de longas vivências que,
se não foram diretamente vividas por nós,
são nossas por nossa origem.
Se os erros existem eles devem ser lembrados.
Mas não pra amargurar.
Eles devem ser lembrados pra nos felicitarmos em tê-los sobrevivido!
Pra modificarmos as rotas que dão em nada.
Pra construirmos pontes que unem e diminuem distâncias.
Pra sermos completos e não tão somente uma parte de nós.
Ser inteiro é não esquecer e mesmo assim continuar.
Prefiro guardar as lembranças e acreditar que posso fazer diferente.
E você?
:)
segunda-feira, março 09, 2009
Enough.
Quer saber... to farta.
Vou resgatar a mim mesma... essa perdida dentro do escuro.
Mas por favor, não me interpretem mal.
Não me julguem se eu for cruel.
Às vezes alguma crueldade é fundamental à vida.
:s
Vou resgatar a mim mesma... essa perdida dentro do escuro.
Mas por favor, não me interpretem mal.
Não me julguem se eu for cruel.
Às vezes alguma crueldade é fundamental à vida.
:s
Blá blá blá
Parece redundante post após o outro a mesma reclamação...
parece tolo reclamar e reclamar...
Mas na verdade é só uma tentativa que ainda não rendeu frutos.
Tento, falando, reclamando, verbalizando, pensar.
É como se pensar fosse algo coletivo. Uma articulação entre muitas possibilidades, variáveis infinitas que se entrelaçam e nunca parecem definitivas.
Nada me parece definitivo, ultimamente.
E quando me vêem mais lúcida é quando estou mais perdida.
Porque penso... buscando respostas. Buscando entender um mundo, no qual não vejo sentido.
Parece infantil, parece burro, parece um milhão de coisas ridículas pra quem é diferente.
Pra quem consegue ver as fronteiras, as razões, pra quem sabe algo que definitivamente não é claro pra mim.
E de novo alguém me diz que estou lúcida. Quando justamente me sinto enlouquecer.
E as distâncias parecem maiores, cada vez maiores.
Porque simplesmente não consigo seguir o meu caminho.
Estou sendo obrigada a seguir o caminho de outro.
A vida de outro.
Algo que não me pertence.
Distante de mim mesma.
:s
parece tolo reclamar e reclamar...
Mas na verdade é só uma tentativa que ainda não rendeu frutos.
Tento, falando, reclamando, verbalizando, pensar.
É como se pensar fosse algo coletivo. Uma articulação entre muitas possibilidades, variáveis infinitas que se entrelaçam e nunca parecem definitivas.
Nada me parece definitivo, ultimamente.
E quando me vêem mais lúcida é quando estou mais perdida.
Porque penso... buscando respostas. Buscando entender um mundo, no qual não vejo sentido.
Parece infantil, parece burro, parece um milhão de coisas ridículas pra quem é diferente.
Pra quem consegue ver as fronteiras, as razões, pra quem sabe algo que definitivamente não é claro pra mim.
E de novo alguém me diz que estou lúcida. Quando justamente me sinto enlouquecer.
E as distâncias parecem maiores, cada vez maiores.
Porque simplesmente não consigo seguir o meu caminho.
Estou sendo obrigada a seguir o caminho de outro.
A vida de outro.
Algo que não me pertence.
Distante de mim mesma.
:s
domingo, março 08, 2009
Onde foi parar a minha cor?
De novo me faço a mesma pergunta...
o que preciso deixar morrer para que eu sobreviva?
Não quero insistir em carregar partes de vida que já estão mortas.
Elas me asfixiam depois de determinado tempo.
Quero parar de teimar.
Me sinto cansada pra resistir ao movimento externo.
Meu desejo não consegue mais me mover.
Não tenho mais cor.
Talvez, finalmente, eu esteja sendo esperta.
Ou talvez a mais estupida criatura...
Não sei.
:s
o que preciso deixar morrer para que eu sobreviva?
Não quero insistir em carregar partes de vida que já estão mortas.
Elas me asfixiam depois de determinado tempo.
Quero parar de teimar.
Me sinto cansada pra resistir ao movimento externo.
Meu desejo não consegue mais me mover.
Não tenho mais cor.
Talvez, finalmente, eu esteja sendo esperta.
Ou talvez a mais estupida criatura...
Não sei.
:s
I wanna get in...
Fui ver o filme da Kate Winslet e do Di Caprio.
Um dos melhores dos últimos tempos na minha opinião singela.
Saí sem ar da sala de cinema. E numa ânsia de compartilhar com alguém.
"foi apenas um sonho" em "revolutionary road"
Ufa... saí viva. Mas sem ar, definitivamente.
:)
Um dos melhores dos últimos tempos na minha opinião singela.
Saí sem ar da sala de cinema. E numa ânsia de compartilhar com alguém.
"foi apenas um sonho" em "revolutionary road"
Ufa... saí viva. Mas sem ar, definitivamente.
:)
Te deixo se me deixares
Deixe-me ser uma outra pessoa,
uma pessoa que não conheça você.
Alguém que cruze o seu caminho na rua e te desconheça e te estranhe e desapareça.
Quero ficar nula. Ao menos por um tempo. Pra você.
Quero me desfazer e me refazer, gozando o silêncio que maculaste.
Deixe-me ser vazia de sentimento,
porque assim a raiva se esvai.
Deixe-me.
Ao menos por um instante. Nesse instante em que consigo te deixar.
Em que quero te deixar.
E não me despedace com afetos tortos e juras vãs.
É preciso deixar um ao outro, para se permanecer juntos em vida.
Em algum tempo, em algum lugar.
:S
uma pessoa que não conheça você.
Alguém que cruze o seu caminho na rua e te desconheça e te estranhe e desapareça.
Quero ficar nula. Ao menos por um tempo. Pra você.
Quero me desfazer e me refazer, gozando o silêncio que maculaste.
Deixe-me ser vazia de sentimento,
porque assim a raiva se esvai.
Deixe-me.
Ao menos por um instante. Nesse instante em que consigo te deixar.
Em que quero te deixar.
E não me despedace com afetos tortos e juras vãs.
É preciso deixar um ao outro, para se permanecer juntos em vida.
Em algum tempo, em algum lugar.
:S
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Depois das simpatias... viva 2009!
Eba!
primeiro post do ano...
pois então!
E do que ele tratará?
Simplesmente de tudo o que não se discute:
política, religião e gosto!
Não que eu queira complicar a minha relação com o mundo...
(até porque com o retorno de saturno ela já está mais complicada do que nunca!)
mas achei interessante uma colocação que ouvi esses dias...
e pretendo compartinhar!
Porque o que é bom merece!
O fato é que segunda-feira passada
eu estava zapeando minha singela tv sem cor
e me deparei com o Programa Roda Viva da TV Cultura...
era uma reprise, uma entrevista com um filósofo do leste europeu.
Me chamou a atenção o momento em que ele relacionou
o cristianismo e o comunismo...
o berço da igraja católica e o lar dos ateus (ao menos da maioria deles...).
Basicamente o argumento dizia que Deus, para o cristianismo, não é nada sem a nossa atitude.
Sem a nossa ação nada de bom ele pode fazer por nós, pois o livre arbítrio acaba por nos sentenciar.
Se nós mesmos não colaborarmos conosco, não adianta nada pedir.
Se cristo morreu na cruz... diz a biblia que foi porque a gente deixou!
E depois de uma virada de ano mais do que esperada por muita gente... que fez promessa, estabeleceu metas, esperou por mudanças em um janeiro inteiro que já se foi...
eu penso, bom: façamos por nós, que a providência divina colabora! (seja ela de que jeito for, de que tipo for...)
Ahhh onde entra o gosto na história?
E não é que eu também não sei?!
:)
Feliz ano novo ocidental e chinês pra vcs!
o astrológico ainda não começou... se preparem para o ano do sol!
uhuhuuuu
primeiro post do ano...
pois então!
E do que ele tratará?
Simplesmente de tudo o que não se discute:
política, religião e gosto!
Não que eu queira complicar a minha relação com o mundo...
(até porque com o retorno de saturno ela já está mais complicada do que nunca!)
mas achei interessante uma colocação que ouvi esses dias...
e pretendo compartinhar!
Porque o que é bom merece!
O fato é que segunda-feira passada
eu estava zapeando minha singela tv sem cor
e me deparei com o Programa Roda Viva da TV Cultura...
era uma reprise, uma entrevista com um filósofo do leste europeu.
Me chamou a atenção o momento em que ele relacionou
o cristianismo e o comunismo...
o berço da igraja católica e o lar dos ateus (ao menos da maioria deles...).
Basicamente o argumento dizia que Deus, para o cristianismo, não é nada sem a nossa atitude.
Sem a nossa ação nada de bom ele pode fazer por nós, pois o livre arbítrio acaba por nos sentenciar.
Se nós mesmos não colaborarmos conosco, não adianta nada pedir.
Se cristo morreu na cruz... diz a biblia que foi porque a gente deixou!
E depois de uma virada de ano mais do que esperada por muita gente... que fez promessa, estabeleceu metas, esperou por mudanças em um janeiro inteiro que já se foi...
eu penso, bom: façamos por nós, que a providência divina colabora! (seja ela de que jeito for, de que tipo for...)
Ahhh onde entra o gosto na história?
E não é que eu também não sei?!
:)
Feliz ano novo ocidental e chinês pra vcs!
o astrológico ainda não começou... se preparem para o ano do sol!
uhuhuuuu
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Eterno enquanto dure
Por Favor, Mente
Tom Bloch
hoje eu sou seu pra sempre
se eu perguntar
por favor mente
e fala tudo que você não sente
por favor mente
que a sua mão vai ser a minha luva
se a solidão é um dia de chuva
você vai me abrigar
sobre tudo, sobre todas as coisas
me ame até o fim da vida
mesmo que seja só até o dia chegar
depois talvez nem eu mesmo lembre
das juras eternas que a gente trocar
da cor preferida, ao nome dos filhos
e que eu já fui teu pra sempre
um dia eu fui teu pra sempre
eu já fui teu pra sempre
um dia eu fui teu pra sempre
um dia eu fui teu pra sempre
que eu já fui teu pra sempre
pra sempre...
Tom Bloch
hoje eu sou seu pra sempre
se eu perguntar
por favor mente
e fala tudo que você não sente
por favor mente
que a sua mão vai ser a minha luva
se a solidão é um dia de chuva
você vai me abrigar
sobre tudo, sobre todas as coisas
me ame até o fim da vida
mesmo que seja só até o dia chegar
depois talvez nem eu mesmo lembre
das juras eternas que a gente trocar
da cor preferida, ao nome dos filhos
e que eu já fui teu pra sempre
um dia eu fui teu pra sempre
eu já fui teu pra sempre
um dia eu fui teu pra sempre
um dia eu fui teu pra sempre
que eu já fui teu pra sempre
pra sempre...
Sobre o amor
"O amor eu inventei... foi pra justificar o prazer que me dá quando você vem."
(Pedro Verísimo - Tom Bloch)
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Mais perdão pra tanta justiça!
Um amigo meu, certa vez, me disse a seguinte frase:
- O mundo é feito de muita justiça e pouco perdão.
Tenho essa frase até hoje comigo.
E acho que ela é de uma sabedoria que mesmo o meu amigo ignorava quando a pronunciou.
O que é a justiça? O que é uma coisa justa?
As pessoas costumam associar a justiça com o ato de punição...
Pois bem, mas que valor tem a punição?
Geralmente se considera que é o pagamento pelo mal realizado...
Mas existe realmente uma forma de pagar o mal pelo sacrifício?
Tenho minhas dúvidas.
Creio que a única forma de "pagar" o mal seja o arrependimento sincero e o perdão genuíno.
Acho que essa é a verdadeira justiça!
Só existe justiça de verdade se há arrependimento para o mal e perdão para o arrependido.
Enquanto existir apenas punição, sacrifício e dor...
o mal ainda reinará.
As relações precisam ser justas pra permanecerem, pra valerem a pena.
O homem precisa ser bom pra que o mundo seja finalmente um feliz reflexo das nossas boas ações.
Com as festas chegando...
que as pessoas possam abrir seus corações pra ãções de coragem, entrega e amor!
Que as famílias permaneçam unidas, que os amigos sejam sempre companheiros e que os casais sempre se compreendam!
:)
- O mundo é feito de muita justiça e pouco perdão.
Tenho essa frase até hoje comigo.
E acho que ela é de uma sabedoria que mesmo o meu amigo ignorava quando a pronunciou.
O que é a justiça? O que é uma coisa justa?
As pessoas costumam associar a justiça com o ato de punição...
Pois bem, mas que valor tem a punição?
Geralmente se considera que é o pagamento pelo mal realizado...
Mas existe realmente uma forma de pagar o mal pelo sacrifício?
Tenho minhas dúvidas.
Creio que a única forma de "pagar" o mal seja o arrependimento sincero e o perdão genuíno.
Acho que essa é a verdadeira justiça!
Só existe justiça de verdade se há arrependimento para o mal e perdão para o arrependido.
Enquanto existir apenas punição, sacrifício e dor...
o mal ainda reinará.
As relações precisam ser justas pra permanecerem, pra valerem a pena.
O homem precisa ser bom pra que o mundo seja finalmente um feliz reflexo das nossas boas ações.
Com as festas chegando...
que as pessoas possam abrir seus corações pra ãções de coragem, entrega e amor!
Que as famílias permaneçam unidas, que os amigos sejam sempre companheiros e que os casais sempre se compreendam!
:)
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Ruminando
To realmente precisando desabafar...
mas confusa demais pra conseguir escrever algo coerente.
To com o coração apertado de novo.
Sem ter rumo.
E sem cabeça pra nada além de remoer possibilidades.
Seguir viagem ou abandonar o barco?
Tanto uma opção quanto outra vão me fazer sofrer.
Resta optar pelo que não faz sofrer o outro.
Mas e se tanto uma como outra também fizerem o outro sofrer?
E se eu me guiei pelo razoável e mesmo assim não está tudo bem?
Nesse caso abrir mão de momentos bons é melhor?
Tenho muitas dúvidas.
Muitas perguntas e nenhuma resposta que acalme o coração.
Me sinto uma vaca que rumina e faz merdas enormes.
:s
mas confusa demais pra conseguir escrever algo coerente.
To com o coração apertado de novo.
Sem ter rumo.
E sem cabeça pra nada além de remoer possibilidades.
Seguir viagem ou abandonar o barco?
Tanto uma opção quanto outra vão me fazer sofrer.
Resta optar pelo que não faz sofrer o outro.
Mas e se tanto uma como outra também fizerem o outro sofrer?
E se eu me guiei pelo razoável e mesmo assim não está tudo bem?
Nesse caso abrir mão de momentos bons é melhor?
Tenho muitas dúvidas.
Muitas perguntas e nenhuma resposta que acalme o coração.
Me sinto uma vaca que rumina e faz merdas enormes.
:s
quinta-feira, novembro 27, 2008
Manifesto
Resolvi escrever sobre um assunto sério...
me identifiquei muito com a preocupação exposta no http://cursodegurias.blogspot.com...
e vou desenvolver aqui a minha opinião sobre o assunto:
Mulher não é objeto!
Pode parecer coisa antiga pra alguns fazer essa reclamação...
Mas tenho que dizer pra vocês que não é!
Basta olhar a tv e ver um monte de exemplos...
Basta ligar o rádio e ouvir um monte de musiquinhas...
Não se iludam!
As coisas continuam as mesmas!
De forma muito mais velada, claro...
mas ainda assim as mesmas!
Somos nós que não somos bem vistas se saímos beijando três numa noite...
Somos nós que temos que sair da festa se o cara quer ir embora...porque ficar lá sozinha também não vai pegar bem...
Somos nós que neurotizamos as relações quando não aceitamos ser tratadas de qualquer jeito...
Somos nós que temos toda a culpa!
Desde Adão e Eva!
Chega né..
Acho que a gente tem que ter uma postura ativa contra esse tipo de coisa!
A gente não tem que se masculinizar pra ser respeitada!
Não temos que achar normal sair de minissaia e ouvir bobagens!
E não é dando pra todos os caras que você vai ser bem resolvida sexualmente!
Concordo plenamente com o curso de gurias:
O que nós podemos fazer sobre isso? Aí é que está... xingar ou chorar, de nada adianta.Mas adianta sim dizer que não concorda e reprimir qualquer idiota que você conheça de fazer alguma coisa desse tipo. Acreditem, tem cara que se orgulha disso.Ensinem seus filhos, falem para os seus irmãos, para os seus colegas, pro pai, tio, pro motorista, pro namorado.Espalhem a notícia de que grosseria não é legal! (parece óbvio, mas não é...).
Vamos nos mexer!
:)
me identifiquei muito com a preocupação exposta no http://cursodegurias.blogspot.com...
e vou desenvolver aqui a minha opinião sobre o assunto:
Mulher não é objeto!
Pode parecer coisa antiga pra alguns fazer essa reclamação...
Mas tenho que dizer pra vocês que não é!
Basta olhar a tv e ver um monte de exemplos...
Basta ligar o rádio e ouvir um monte de musiquinhas...
Não se iludam!
As coisas continuam as mesmas!
De forma muito mais velada, claro...
mas ainda assim as mesmas!
Somos nós que não somos bem vistas se saímos beijando três numa noite...
Somos nós que temos que sair da festa se o cara quer ir embora...porque ficar lá sozinha também não vai pegar bem...
Somos nós que neurotizamos as relações quando não aceitamos ser tratadas de qualquer jeito...
Somos nós que temos toda a culpa!
Desde Adão e Eva!
Chega né..
Acho que a gente tem que ter uma postura ativa contra esse tipo de coisa!
A gente não tem que se masculinizar pra ser respeitada!
Não temos que achar normal sair de minissaia e ouvir bobagens!
E não é dando pra todos os caras que você vai ser bem resolvida sexualmente!
Concordo plenamente com o curso de gurias:
O que nós podemos fazer sobre isso? Aí é que está... xingar ou chorar, de nada adianta.Mas adianta sim dizer que não concorda e reprimir qualquer idiota que você conheça de fazer alguma coisa desse tipo. Acreditem, tem cara que se orgulha disso.Ensinem seus filhos, falem para os seus irmãos, para os seus colegas, pro pai, tio, pro motorista, pro namorado.Espalhem a notícia de que grosseria não é legal! (parece óbvio, mas não é...).
Vamos nos mexer!
:)
sexta-feira, novembro 14, 2008
Ouvindo
Imitação da Vida
Tom Bloch
era a imitação da vida com paredes falsas
o coração batendo preso na tomada
mas um dia a casa cai
já caiu a fase
um dia o resto vai
depois de traçar o seu plano e tentar ser humano
só esqueceu de como sair do personagem
mais um dia a casa cai
e fica exposto o homem
que nesse dia vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
era e explicação da vida de quem vê de fora
conhece tudo olhando o mundo da janela
mas um dia a casa cai
se alguém forçar a porta
acho que o resto vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
mas um dia a casa cai
já caiu a fase
agora o resto vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
Tom Bloch
era a imitação da vida com paredes falsas
o coração batendo preso na tomada
mas um dia a casa cai
já caiu a fase
um dia o resto vai
depois de traçar o seu plano e tentar ser humano
só esqueceu de como sair do personagem
mais um dia a casa cai
e fica exposto o homem
que nesse dia vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
era e explicação da vida de quem vê de fora
conhece tudo olhando o mundo da janela
mas um dia a casa cai
se alguém forçar a porta
acho que o resto vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
mas um dia a casa cai
já caiu a fase
agora o resto vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez
bate outra vez
Esperando a casa cair.
Ontem eu conversava com uma amiga...
e comentei sobre uma sensação que tem me acompanhado...
Tenho estado há um bom tempo (e nisso se vão meses) com uma sensação de choro engasgado.
Um choro que não sai.
De olhos secos.
De peito fechado.
De braços cruzados.
Um choro que me nego porque é um choro por mim.
Pelo que eu fui.
Por um eu que vem se perdendo aos poucos.
Que dói abandonar.
Máscara.
Estou num momento da minha vida em que me sinto tentando me afastar das facilidades.
Quero realidade, vida.
Pra sangrar em sangue e não em tinta vermelha.
Pra brilhar como diamante e não como vidro.
Tenho tentado aceitar minhas próprias sombras.
Tenho entrado em contato com elas.
Não tenho evitado, desviado, fugido, dissimulado.
Muitos pratos vão se quebrar ainda.
"Um dia a casa cai e fica exposto o homem.
Que nesse dia vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez."
Estou tentando forçar a porta...
porque aí acho que o resto vai.
:)
e comentei sobre uma sensação que tem me acompanhado...
Tenho estado há um bom tempo (e nisso se vão meses) com uma sensação de choro engasgado.
Um choro que não sai.
De olhos secos.
De peito fechado.
De braços cruzados.
Um choro que me nego porque é um choro por mim.
Pelo que eu fui.
Por um eu que vem se perdendo aos poucos.
Que dói abandonar.
Máscara.
Estou num momento da minha vida em que me sinto tentando me afastar das facilidades.
Quero realidade, vida.
Pra sangrar em sangue e não em tinta vermelha.
Pra brilhar como diamante e não como vidro.
Tenho tentado aceitar minhas próprias sombras.
Tenho entrado em contato com elas.
Não tenho evitado, desviado, fugido, dissimulado.
Muitos pratos vão se quebrar ainda.
"Um dia a casa cai e fica exposto o homem.
Que nesse dia vai
vai voltar a viver
e o coração bate outra vez."
Estou tentando forçar a porta...
porque aí acho que o resto vai.
:)
terça-feira, novembro 11, 2008
sábado, novembro 08, 2008
Minha lista de pequenos prazeres na vida
Tem coisas que me dão imenso prazer...
coisas pequenas que fazem os meus sentidos se deleitarem!
por exemplo
aromas:
1 cheiro de café,
2 cheiro de grama cortada
3 ou cheiro de terra molhada...
imagens:
1 um copo de leite branquinho
2 um prato de salada bem colorido
3 ou pés com meias...
sensações:
1 vento batendo no rosto
2 calor manso do sol no corpo
3 ou um abraço dado de corpo inteiro...
são coisas que não estão listadas em ordem de grandeza...
são coisas pequenas
e que se tornam ainda melhores quando compartilhadas!
:)
coisas pequenas que fazem os meus sentidos se deleitarem!
por exemplo
aromas:
1 cheiro de café,
2 cheiro de grama cortada
3 ou cheiro de terra molhada...
imagens:
1 um copo de leite branquinho
2 um prato de salada bem colorido
3 ou pés com meias...
sensações:
1 vento batendo no rosto
2 calor manso do sol no corpo
3 ou um abraço dado de corpo inteiro...
são coisas que não estão listadas em ordem de grandeza...
são coisas pequenas
e que se tornam ainda melhores quando compartilhadas!
:)
quinta-feira, outubro 23, 2008
Mãos
Eu vejo a escada
e os degraus consecutivamente se sucedem.
Na minha frente uma mão se estende.
Uma mão aberta.
Aberta pra segurar a minha,
aberta pra me dar sua força,
aberta porque não consegue se fechar.
É impossível se negar a essa mão.
Ela é dada de graça.
Não te pede nada,
não te exige nada,
não espera nada
a não ser que você a segure.
E eu seguro.
Alcanço com a minha mão também aberta
essa outra mão que me busca.
São duas mãos na verdade.
Duas mãos.
e os degraus consecutivamente se sucedem.
Na minha frente uma mão se estende.
Uma mão aberta.
Aberta pra segurar a minha,
aberta pra me dar sua força,
aberta porque não consegue se fechar.
É impossível se negar a essa mão.
Ela é dada de graça.
Não te pede nada,
não te exige nada,
não espera nada
a não ser que você a segure.
E eu seguro.
Alcanço com a minha mão também aberta
essa outra mão que me busca.
São duas mãos na verdade.
Duas mãos.
Dos bobos que pensam...
Essa coisa de ficar pensando em todas as possibilidades, nas ações mais adequadas, nas consequências que podem decorrer de determinadas situações... é bobagem de estrategista!
Ok... com essa afirmação esse blog vai quase inteiro por água abaixo!
(já que muitas vezes foi exatamente por causa desses pensamentos,
ou pelo menos por não conseguir escapar deles,
que criei muitos dos posts que estão por aqui!)
Mas é que por agora pensar está atrapalhando.
Em muitos momentos da vida
é preciso só deixar as coisas serem...
dar espaço pro cérebro não se estressar
e tudo fica bem...
A vida segue e as pessoas continuam vivas.
O que muda é só a carga de preocupação que é quase nula!
E isso é bom... porque a gente sempre se preocupa com muito mais do que o fundamentalmente necessário.
Dores de cabeça: somente as inevitáveis!
Portanto... que todas as outras desapareçam.
Deixe que os outros explodam suas próprias cabeças
e salve a sua!
Porque se o mundo cai com as bolsas,
você continua de pé!
:)
Ok... com essa afirmação esse blog vai quase inteiro por água abaixo!
(já que muitas vezes foi exatamente por causa desses pensamentos,
ou pelo menos por não conseguir escapar deles,
que criei muitos dos posts que estão por aqui!)
Mas é que por agora pensar está atrapalhando.
Em muitos momentos da vida
é preciso só deixar as coisas serem...
dar espaço pro cérebro não se estressar
e tudo fica bem...
A vida segue e as pessoas continuam vivas.
O que muda é só a carga de preocupação que é quase nula!
E isso é bom... porque a gente sempre se preocupa com muito mais do que o fundamentalmente necessário.
Dores de cabeça: somente as inevitáveis!
Portanto... que todas as outras desapareçam.
Deixe que os outros explodam suas próprias cabeças
e salve a sua!
Porque se o mundo cai com as bolsas,
você continua de pé!
:)
quarta-feira, outubro 22, 2008
A song for us
A song for people who just have fun.
Dancing Days
(do Led... mas prefiro a versão do Stone Temple Pilots...)
Dancing days are here again
As the summer evenings grow
I got my flower, I got my power
I got a woman who knows
You know it's all right
I said it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
Is the way it should start?
Crazy ways are evident
In the way you're wearing your clothes
Sippin' booze is precedent
As the evening starts to glow
I said it's all right
You know it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
If that's the way it should start
I told your mama I'd get you home
But you didn't say I have no car
I saw a lion, he was standing alone
With a tadpole in a jar
I know it's all right
You said it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
If that's the way it should start
Dancing days are here again
As the summer evenings grow
You are my flower, you are my power
You are my woman who knows
You know it's all right
I've said it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
If that's the way it should start
:)
Dancing Days
(do Led... mas prefiro a versão do Stone Temple Pilots...)
Dancing days are here again
As the summer evenings grow
I got my flower, I got my power
I got a woman who knows
You know it's all right
I said it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
Is the way it should start?
Crazy ways are evident
In the way you're wearing your clothes
Sippin' booze is precedent
As the evening starts to glow
I said it's all right
You know it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
If that's the way it should start
I told your mama I'd get you home
But you didn't say I have no car
I saw a lion, he was standing alone
With a tadpole in a jar
I know it's all right
You said it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
If that's the way it should start
Dancing days are here again
As the summer evenings grow
You are my flower, you are my power
You are my woman who knows
You know it's all right
I've said it's all right
I guess it's all in my heart
You'll be my only, my one and only
If that's the way it should start
:)
segunda-feira, outubro 13, 2008
Os alertas e a superfície
Agora me pergunto...
qual a finalidade em compartilhar a superficialidade?
O que se ganha além de um bálsamo?
O prazer que não agrega conhecimento, que não agrega apoio, que não tem função prática, serve?
Serve.
Pra alguma coisa deve servir.
Pra muita gente os olhares fechados devem servir...
assim como os toques em uma pele coberta,
como os beijos sem saliva
ou como o sexo pela internet: sem suor, sem cheiro, sem voz humana.
Mas e pra mim serve?
De novo parece que faço algo, mas não faço o mais imporante.
Me parece pela metade.
Me parece qualquer coisa.
Me parece uma possibilidade de êxtase abortada.
Mas antes de mais nada parece que me escondo de novo.
Opa! Opa! Opa!
Algum alerta soou por aí e eu me assustei.
Resta levantar a cabeça, pisar no acelerador e encarar o precipício de frente.
No fundo ele é só um buraco e num salto eu estou do outro lado.
:)
qual a finalidade em compartilhar a superficialidade?
O que se ganha além de um bálsamo?
O prazer que não agrega conhecimento, que não agrega apoio, que não tem função prática, serve?
Serve.
Pra alguma coisa deve servir.
Pra muita gente os olhares fechados devem servir...
assim como os toques em uma pele coberta,
como os beijos sem saliva
ou como o sexo pela internet: sem suor, sem cheiro, sem voz humana.
Mas e pra mim serve?
De novo parece que faço algo, mas não faço o mais imporante.
Me parece pela metade.
Me parece qualquer coisa.
Me parece uma possibilidade de êxtase abortada.
Mas antes de mais nada parece que me escondo de novo.
Opa! Opa! Opa!
Algum alerta soou por aí e eu me assustei.
Resta levantar a cabeça, pisar no acelerador e encarar o precipício de frente.
No fundo ele é só um buraco e num salto eu estou do outro lado.
:)
segunda-feira, outubro 06, 2008
Perséfone
A lenda de Perséfone tem me instigado muito.
Talvez porque enquanto arquétipo... eu tenha me identificado com ela...
e mesmo que eu não queira ela está em mim.
Bom, segundo a lenda (resumidamente e grosseiramente falando):
Perséfone, filha de Deméter, passeava por um prado e colhia narcisos
quando Hades, soberano do reino dos mortos, apaixonado por ela...
a raptou.
Hades levou Perséfone para o Reino Avernal
de onde ela jamais poderia sair sem a sua permissão.
Sua mãe, com a ausência da filha, entrou em tristeza profunda.
Deméter, a deusa da fertilidade, da terra,
se descuidou do mundo e mais nada brotou.
Depois de muita função...
(quem quiser pode pesquisar no google, porque tem tudo lá)
Hades permitiu que Perséfone encontrasse a mãe...
que havia mandado Hermes para buscá-la.
Só que antes da tal Perséfone sair,
o senhor dos mortos, que não era bobo,
habilmente a faz comer da romã.
Acontece que dessa forma ela jamais poderia se separar dele,
pois a romã era a fruta dos mortos...
No fim ela volta pra ver a mãe,
mas retorna para o Hades.
A lenda de Perséfone versa sobre como teriam surgido as estações do ano...as quentes e férteis em que Perséfone passa com Deméter,as frias e sombrias em que ela se encontra com Hades.
Continuando nesse vai e volta pro resto dos tempos
e tornando-se a Rainha do reino dos mortos,
aquela que encaminha os perdidos, que dá a direção aos recém chegados.
Tentei ser sucinta...
talvez tenha perdido um pouco da magia da lenda e algumas de suas sutilezas...
mas pra variar...
o que me interessa aqui é dar a minha opinião,
meu relato egocêntrico (ou nem tanto).
E eis o drama:
Perséfone indica o caminho aos outros...
mas jamais foi capaz de tomar as rédeas do próprio caminho.
No início da lenda está sob a tutela da mãe,
depois de Hades.
Ela não se adonou do próprio destino.
Não foi capaz de prever o rapto, nem tão pouco a armadilha da romã.
Seguiu o vento, a maré, o fluxo.
Era uma deusa sábia, mas eternamente prisioneira.
E a névoa se instala ao meu redor, com o medo e suas incertezas.
Talvez porque enquanto arquétipo... eu tenha me identificado com ela...
e mesmo que eu não queira ela está em mim.
Bom, segundo a lenda (resumidamente e grosseiramente falando):
Perséfone, filha de Deméter, passeava por um prado e colhia narcisos
quando Hades, soberano do reino dos mortos, apaixonado por ela...
a raptou.
Hades levou Perséfone para o Reino Avernal
de onde ela jamais poderia sair sem a sua permissão.
Sua mãe, com a ausência da filha, entrou em tristeza profunda.
Deméter, a deusa da fertilidade, da terra,
se descuidou do mundo e mais nada brotou.
Depois de muita função...
(quem quiser pode pesquisar no google, porque tem tudo lá)
Hades permitiu que Perséfone encontrasse a mãe...
que havia mandado Hermes para buscá-la.
Só que antes da tal Perséfone sair,
o senhor dos mortos, que não era bobo,
habilmente a faz comer da romã.
Acontece que dessa forma ela jamais poderia se separar dele,
pois a romã era a fruta dos mortos...
No fim ela volta pra ver a mãe,
mas retorna para o Hades.
A lenda de Perséfone versa sobre como teriam surgido as estações do ano...as quentes e férteis em que Perséfone passa com Deméter,as frias e sombrias em que ela se encontra com Hades.
Continuando nesse vai e volta pro resto dos tempos
e tornando-se a Rainha do reino dos mortos,
aquela que encaminha os perdidos, que dá a direção aos recém chegados.
Tentei ser sucinta...
talvez tenha perdido um pouco da magia da lenda e algumas de suas sutilezas...
mas pra variar...
o que me interessa aqui é dar a minha opinião,
meu relato egocêntrico (ou nem tanto).
E eis o drama:
Perséfone indica o caminho aos outros...
mas jamais foi capaz de tomar as rédeas do próprio caminho.
No início da lenda está sob a tutela da mãe,
depois de Hades.
Ela não se adonou do próprio destino.
Não foi capaz de prever o rapto, nem tão pouco a armadilha da romã.
Seguiu o vento, a maré, o fluxo.
Era uma deusa sábia, mas eternamente prisioneira.
E a névoa se instala ao meu redor, com o medo e suas incertezas.
quarta-feira, outubro 01, 2008
Quando coisas boas acontecem...
Voltei a falar com a minha terapeuta esses dias...
e a frase que mais ficou na minha cabeça é:
- Por que não se pode aceitar que façam bem pra gente?
Fiquei com ela retumbando...
indo e voltando...
acho que é pra eu chegar a alguma opinião sobre o assunto...
sobre uma possível resposta...
Então eu digo a vocês:
Acho que existem muitas hipóteses válidas!
1 - Porque a gente acha que não merece;
2 - Porque a gente não quer ser feliz sozinho;
3 - Porque a gente quer fazer feliz a si próprio;
4 - Porque a gente tem medo de ser feliz e não ser mais depois;
5 - Porque a gente não acredita em alegrias efêmeras, muito menos em felicidade plena;
6 - Porque a gente tá de péssimo humor e tudo o que é feliz irrita;
7 - Porque a gente é chato;
8 - Por todas as hipóteses acima ou mesmo nenhuma delas!
Eu, particularmente,
acho que tenho algumas dificuldades em deixar que me façam bem,
numa variação entre os itens 2, 3, 4 e 6...
lembrando sempre que achar não é ter certeza.
Num processo de auto-avaliação... foi o que consegui encontrar no momento... enfim...
É tão contraditório dizer que se espera ser feliz na vida e se assustar com o bem que vem de fora...
Estar sozinho é bom, ser feliz sozinho é bom (fundamental eu diria até!),
mas por que não se pode simplesmente receber algo bom de vez em quando?
Por que a gente não pode se desarmar um pouco de vez em quando?
Acho que quando a gente é capaz de ser feliz sozinho,
chega no momento ideal pra se permitir receber o bem de fora!
E depois oferecer a troca.
Ser capaz de viver essas alegrias fugazes
que se compartilham
e depois do fim ainda ser feliz consigo mesmo.
:)
e a frase que mais ficou na minha cabeça é:
- Por que não se pode aceitar que façam bem pra gente?
Fiquei com ela retumbando...
indo e voltando...
acho que é pra eu chegar a alguma opinião sobre o assunto...
sobre uma possível resposta...
Então eu digo a vocês:
Acho que existem muitas hipóteses válidas!
1 - Porque a gente acha que não merece;
2 - Porque a gente não quer ser feliz sozinho;
3 - Porque a gente quer fazer feliz a si próprio;
4 - Porque a gente tem medo de ser feliz e não ser mais depois;
5 - Porque a gente não acredita em alegrias efêmeras, muito menos em felicidade plena;
6 - Porque a gente tá de péssimo humor e tudo o que é feliz irrita;
7 - Porque a gente é chato;
8 - Por todas as hipóteses acima ou mesmo nenhuma delas!
Eu, particularmente,
acho que tenho algumas dificuldades em deixar que me façam bem,
numa variação entre os itens 2, 3, 4 e 6...
lembrando sempre que achar não é ter certeza.
Num processo de auto-avaliação... foi o que consegui encontrar no momento... enfim...
É tão contraditório dizer que se espera ser feliz na vida e se assustar com o bem que vem de fora...
Estar sozinho é bom, ser feliz sozinho é bom (fundamental eu diria até!),
mas por que não se pode simplesmente receber algo bom de vez em quando?
Por que a gente não pode se desarmar um pouco de vez em quando?
Acho que quando a gente é capaz de ser feliz sozinho,
chega no momento ideal pra se permitir receber o bem de fora!
E depois oferecer a troca.
Ser capaz de viver essas alegrias fugazes
que se compartilham
e depois do fim ainda ser feliz consigo mesmo.
:)
sábado, setembro 27, 2008
Vão
Todas as palavras em vão.
Todo o sentimento vão.
O vão.
Vãs expectativas.
Que no vão se foram.
Para o resgate no vão espero ter forças.
Uma corda firme
e mãos fortes para segurar.
:)
Todo o sentimento vão.
O vão.
Vãs expectativas.
Que no vão se foram.
Para o resgate no vão espero ter forças.
Uma corda firme
e mãos fortes para segurar.
:)
Co-incidir
Co-incidir
Eu estou aqui.
Eu falo o que sinto.
Eu digo o que penso.
Coincidência.
Eu estou aqui.
Mas não me vêem.
Não me tocam.
Coincidência...
De que é feito
o dois?
Se só existe o um?
Coincidência
imposta
existe?
:)
Eu estou aqui.
Eu falo o que sinto.
Eu digo o que penso.
Coincidência.
Eu estou aqui.
Mas não me vêem.
Não me tocam.
Coincidência...
De que é feito
o dois?
Se só existe o um?
Coincidência
imposta
existe?
:)
quarta-feira, setembro 24, 2008
Frases de Beauvoir...
Algumas frases da Senhora de Beauvoir:
"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância."
"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente."
"Querer-se livre é também querer livres os outros."
"O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade."
"Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio."
"Quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento."
"Renunciar ao amor parecia-me tão insensato como desinteressarmo-nos da saúde porque acreditamos na eternidade."
"O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da ação."
Definitivamente uma mulher admirável.
:)
"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância."
"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente."
"Querer-se livre é também querer livres os outros."
"O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade."
"Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio."
"Quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento."
"Renunciar ao amor parecia-me tão insensato como desinteressarmo-nos da saúde porque acreditamos na eternidade."
"O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da ação."
Definitivamente uma mulher admirável.
:)
Homenagem à Castor

Simone de Beauvoir foi uma mulher admirável.
Sei que é pedir muito...
mas gostaria de ter pelo menos um pouco de sua grandeza.
Ela era imperfeita,
como os grandes devem ser.
Uma imperfeição confrontada aos seus ideais sublimes.
Era humana.
Era aprendiz.
Uma mulher que compreendia os amores necessários e os contingentes.
Que se engajava em causas sociais e jamais foi alheia ao outro.
Vivia segundo sua própria consciência.
Compartilhava.
Queria que o outro também tivesse direito a todas as alegrias.
Ela pensava.
Ela sonhava.
Mas agia acima de tudo.
Não se negava ao que fosse realmente importante.
Viveu em batalha.
Viveu plenamente.
Acho que vale a pena espiar o site...
http://www.simonebeauvoir.kit.net/index.htm
(link roubado do http://cursodegurias.blogspot.com/)
:)
terça-feira, setembro 23, 2008
Musiquinha melancólica
Uniformes
Kid Abelha
Eu ouço sempre os mesmos discos
Repenso as mesmas idéias
O mundo é muito simples
Bobagens não me afligem
Você se cansa do meu modelo
Mas juro, eu não tenho culpa
Eu sou mais um no bando
Repito o que eu escuto
E eu não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar
E quantas frases feitas vão me explicar
Será que um dia a gente vai se encontrar
Quando os soldados tiram a farda pra brincar
A minha dança, o meu estilo
E pouco mais me importa
Eu limpo as minhas botas
Não sou ninguém sem elas
Você se espanta com o meu cabelo
É que eu saí de outra história
Os heróis na minha blusa
Não são os que você usa
E eu não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar
E quantas frases feitas vão me explicar
Será que um dia a gente vai se encontrar
Quando os soldados tiram a farda pra brincar
:)
Kid Abelha
Eu ouço sempre os mesmos discos
Repenso as mesmas idéias
O mundo é muito simples
Bobagens não me afligem
Você se cansa do meu modelo
Mas juro, eu não tenho culpa
Eu sou mais um no bando
Repito o que eu escuto
E eu não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar
E quantas frases feitas vão me explicar
Será que um dia a gente vai se encontrar
Quando os soldados tiram a farda pra brincar
A minha dança, o meu estilo
E pouco mais me importa
Eu limpo as minhas botas
Não sou ninguém sem elas
Você se espanta com o meu cabelo
É que eu saí de outra história
Os heróis na minha blusa
Não são os que você usa
E eu não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar
E quantas frases feitas vão me explicar
Será que um dia a gente vai se encontrar
Quando os soldados tiram a farda pra brincar
:)
Dizer um não à mãe que há em mim
Eu,
às vezes,
tenho um comportamento muito maternal
com os meus amigos e com as pessoas que gosto.
Me preocupo.
Tento ajudar.
Espero sempre ser capaz
de trazer algum alento
alguma luz
à escuridão do problema.
Mas isso nem sempre é bom.
Fico pensando na relação que tenho com a minha mãe,
por exemplo...
penso em todas as vezes que ela tenta me dizer alguma coisa,
sem que eu tenha perguntado nada!
Eu me irrito.
Nego qualquer possibilidade de verdade naquelas palavras.
Me afasto.
Nunca quis repetir esse padrão com meus amigos
- o de falar sem ser indagada;
mas às vezes fica difícil evitar.
Escapa.
E no entanto,
pensar sobre isso agora
me faz lembrar o quão importante
é saber dominar esse impulso de zelo...
que por mais bem intencionado
não é bem-vindo.
Porque sinceramente eu acho
que uma das coisas
que mais almejamos na vida
é ser responsáveis por nossas próprias ações,
ser responsáveis por nosso bem e mal
e sozinhos passarmos por tudo isso.
:)
às vezes,
tenho um comportamento muito maternal
com os meus amigos e com as pessoas que gosto.
Me preocupo.
Tento ajudar.
Espero sempre ser capaz
de trazer algum alento
alguma luz
à escuridão do problema.
Mas isso nem sempre é bom.
Fico pensando na relação que tenho com a minha mãe,
por exemplo...
penso em todas as vezes que ela tenta me dizer alguma coisa,
sem que eu tenha perguntado nada!
Eu me irrito.
Nego qualquer possibilidade de verdade naquelas palavras.
Me afasto.
Nunca quis repetir esse padrão com meus amigos
- o de falar sem ser indagada;
mas às vezes fica difícil evitar.
Escapa.
E no entanto,
pensar sobre isso agora
me faz lembrar o quão importante
é saber dominar esse impulso de zelo...
que por mais bem intencionado
não é bem-vindo.
Porque sinceramente eu acho
que uma das coisas
que mais almejamos na vida
é ser responsáveis por nossas próprias ações,
ser responsáveis por nosso bem e mal
e sozinhos passarmos por tudo isso.
:)
segunda-feira, setembro 22, 2008
O maior desejo do ser humano é ser humano.
Ainda remoendo a carne de assuntos antigos,
tenho pensado...
Clarice diz no seu livro que
o maior desejo do ser humano é ser humano
e que o ser humano é só.
Mas ela flui e segue...
Ela diz que somos um corpo, um único corpo,
que em si nos delimita, nos restringe.
Fadados a essa existência singular
não nos é permitido experimentar a liberdade
plena
aquela que tornaria possível nos misturarmos
e viver o outro.
Estamos sempre partindo de um lugar que é o corpo,
que é a individualidade humana concreta.
No que essa é uma individualidade intrínseca, real, intransponível, permanente.
Mas ao mesmo tempo...
o corpo permite conhecer o mundo!
Onde vivemos e convivemos
com tudo o que nos cerca,
dentre o visível e o invisível.
Ele nos permite estabelecer contato.
E isso leva a ponderar que...
se nosso corpo nos restringe,
ele também é permeável.
E se estivermos atentos
somos capazes de perceber
o movimento.
O movimento que só o contato produz.
E no fim acho que é dessa aprendizagem que o livro dos prazeres fala...
que te abre mais ao mundo e te faz perceber os movimentos sutis,
a mistura.
Quando deixamos de ser um só,
para ser só.
Ser simplesmente.
Só.
tenho pensado...
Clarice diz no seu livro que
o maior desejo do ser humano é ser humano
e que o ser humano é só.
Mas ela flui e segue...
Ela diz que somos um corpo, um único corpo,
que em si nos delimita, nos restringe.
Fadados a essa existência singular
não nos é permitido experimentar a liberdade
plena
aquela que tornaria possível nos misturarmos
e viver o outro.
Estamos sempre partindo de um lugar que é o corpo,
que é a individualidade humana concreta.
No que essa é uma individualidade intrínseca, real, intransponível, permanente.
Mas ao mesmo tempo...
o corpo permite conhecer o mundo!
Onde vivemos e convivemos
com tudo o que nos cerca,
dentre o visível e o invisível.
Ele nos permite estabelecer contato.
E isso leva a ponderar que...
se nosso corpo nos restringe,
ele também é permeável.
E se estivermos atentos
somos capazes de perceber
o movimento.
O movimento que só o contato produz.
E no fim acho que é dessa aprendizagem que o livro dos prazeres fala...
que te abre mais ao mundo e te faz perceber os movimentos sutis,
a mistura.
Quando deixamos de ser um só,
para ser só.
Ser simplesmente.
Só.
sábado, setembro 20, 2008
Poema pra lembrar.
Todas as cartas de amor são ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
- Alvaro de campos
:)
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
- Alvaro de campos
:)
quinta-feira, setembro 18, 2008
Buscando forças (mais Clarice).
"Estava caindo numa tristeza sem dor. Não era mau. Fazia parte, com certeza. No dia seguinte provavelmente teria alguma alegria, também sem grandes êxtases, só um pouco de alegria, e isto também não era mau.
Era assim que ela tentava compactuar com a mediocridade de viver.
Mas era tarde: ela já ansiava por puros êxtases de alegria ou de dor. Tinha era que ter tudo o que o mais humano dos humanos tinha. Mesmo que fosse a dor, ela a suportaria, sem medo novamente de querer morrer. Suportaria tudo. Contanto que lhe dessem tudo.
Não. Ninguém lhe daria. Tinha que ser ela própria a procurar ter. Inquieta, andava de um lado para outro do apartamento, sem lugar onde quisesse se sentar. Seu anjo da guarda a abandonara. Era ela mesma que tinha que ser sua própria guardiã."
Era assim que ela tentava compactuar com a mediocridade de viver.
Mas era tarde: ela já ansiava por puros êxtases de alegria ou de dor. Tinha era que ter tudo o que o mais humano dos humanos tinha. Mesmo que fosse a dor, ela a suportaria, sem medo novamente de querer morrer. Suportaria tudo. Contanto que lhe dessem tudo.
Não. Ninguém lhe daria. Tinha que ser ela própria a procurar ter. Inquieta, andava de um lado para outro do apartamento, sem lugar onde quisesse se sentar. Seu anjo da guarda a abandonara. Era ela mesma que tinha que ser sua própria guardiã."
O óbvio.
Ok.
Confesso o óbvio.
Me apaixono e não tenho controle.
Sonho acordada, suspiro e me perco do mundo!
Só que é sempre pra doer.
Paixões não me fazem bem.
Não gosto das paixões.
A inspiração que elas me trazem sim, gosto.
Mas delas não.
...
Confesso o óbvio.
Me apaixono e não tenho controle.
Sonho acordada, suspiro e me perco do mundo!
Só que é sempre pra doer.
Paixões não me fazem bem.
Não gosto das paixões.
A inspiração que elas me trazem sim, gosto.
Mas delas não.
...
terça-feira, setembro 16, 2008
Das dores plenas
Vou te enxergar finalmente
e te arrancar de mim.
Te transformar em pedaço
de uma história passada
e que hoje causa graça.
Fazer de ti o riso
que não carregas contigo.
E te deixar no caminho
perdido
nas interrogações
que teimas em não responder.
Vou colocar na caixa,
contigo,
todos os sonhos e fantasias
que criei,
como criei a ti.
Me desprender
de filhos criados pelo amor.
Mas que são feitos no pó
que o vento leva
sem deixar traços.
Vou deixar a mochila leve,
pro caminho que vou seguir.
Vou deixar a mente livre,
a alma livre.
De uma liberdade conquistada
a dores plenas
e desejos gigantescos.
:)
e te arrancar de mim.
Te transformar em pedaço
de uma história passada
e que hoje causa graça.
Fazer de ti o riso
que não carregas contigo.
E te deixar no caminho
perdido
nas interrogações
que teimas em não responder.
Vou colocar na caixa,
contigo,
todos os sonhos e fantasias
que criei,
como criei a ti.
Me desprender
de filhos criados pelo amor.
Mas que são feitos no pó
que o vento leva
sem deixar traços.
Vou deixar a mochila leve,
pro caminho que vou seguir.
Vou deixar a mente livre,
a alma livre.
De uma liberdade conquistada
a dores plenas
e desejos gigantescos.
:)
Comigo mesma, de novo.
Estou com muita coisa pra falar e não posso.
Estou com muita idéia na cabeça pra colocar em prática e não posso.
Estou ficando cansada desses "não posso".
Até porque na verdade eu posso... mas não sei se quero.
Tenho medo.
De novo ele.
Temas repetitivos.
Situações que continuam inalteradas.
Sonho com mudanças.
Almejo mudanças.
Quero mudanças.
Espero pelas mudanças.
Mas ainda não sei como agir pras mudanças.
...
Estou com muita idéia na cabeça pra colocar em prática e não posso.
Estou ficando cansada desses "não posso".
Até porque na verdade eu posso... mas não sei se quero.
Tenho medo.
De novo ele.
Temas repetitivos.
Situações que continuam inalteradas.
Sonho com mudanças.
Almejo mudanças.
Quero mudanças.
Espero pelas mudanças.
Mas ainda não sei como agir pras mudanças.
...
Vigilha.
De novo eu na luta comigo mesma.
Tentando controlar o pensamento desvairado que me leva a criar coisas que não existem.
E de novo sem ter com quem falar...
que falta que faz minha terapeuta!
Eu tenho uma capacidade imaginativa que me faz subir... subir... como já comentei aqui o tal balãozinho de hélio...
Esse balão tá pra ultrapassar a atmosfera!
e bom... muitas coisas são destruídas antes de chegar no espaço...
como o balãozinho de hélio!
Como é difícil controlar nossos próprios pensamentos.
Requer disciplina.
Constância.
Tempo.
E sou ansiosa.
Enfim... nada de novo nisso.
Espero dessa vez conseguir resultados, quem sabe, mais efetivos.
Tentando controlar o pensamento desvairado que me leva a criar coisas que não existem.
E de novo sem ter com quem falar...
que falta que faz minha terapeuta!
Eu tenho uma capacidade imaginativa que me faz subir... subir... como já comentei aqui o tal balãozinho de hélio...
Esse balão tá pra ultrapassar a atmosfera!
e bom... muitas coisas são destruídas antes de chegar no espaço...
como o balãozinho de hélio!
Como é difícil controlar nossos próprios pensamentos.
Requer disciplina.
Constância.
Tempo.
E sou ansiosa.
Enfim... nada de novo nisso.
Espero dessa vez conseguir resultados, quem sabe, mais efetivos.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Súplica
É preciso ter calma.
Paciência.
Nem todos agem com bom senso.
Nem todos agem com respeito aos direitos alheios.
Se eu tenho direito à paz... pode sempre haver alguém que a perturbe.
Não se vive sozinho no mundo.
É preciso ter calma e paciência.
Mas como eu gostaria de saber me defender antes de precisar da calma e da paciência!
Estou me dando conta de tantas coisas que preciso aprender pra viver...
todos os dias peço à mim mesma pra ser forte e persistir.
Peço à Deus, ao Universo, ao que houver de superior: lucidez e coragem pra alcançar esses objetivos!
E finalmente poder viver.
...
Paciência.
Nem todos agem com bom senso.
Nem todos agem com respeito aos direitos alheios.
Se eu tenho direito à paz... pode sempre haver alguém que a perturbe.
Não se vive sozinho no mundo.
É preciso ter calma e paciência.
Mas como eu gostaria de saber me defender antes de precisar da calma e da paciência!
Estou me dando conta de tantas coisas que preciso aprender pra viver...
todos os dias peço à mim mesma pra ser forte e persistir.
Peço à Deus, ao Universo, ao que houver de superior: lucidez e coragem pra alcançar esses objetivos!
E finalmente poder viver.
...
quinta-feira, setembro 11, 2008
Na releitura.
Relendo a Clarice me deparei com uma coisa que relacionei à mim...
"Agora lúcida e calma, Lóri lembrou-se de que lera que os movimentos histéricos de um animal preso tinham como intenção libertar, por meio de um desses movimentos, a coisa ignorada que o estava prendendo - a ignorância do movimento único, exato e libertador era o que tornava um animal histérico: ele apelava para o descontrole - durante o sábio descontrole de Lóri ela tivera para si mesma agora as vantagens libertadoras vindas de sua vida mais primitiva e animal: apelara histericamente para tantos sentimentos contraditórios e violentos que o sentimento libertador terminara desprendendo-a da rede, na sua ignorância animal ela não sabia sequer como,
estava cansada do esforço de animal libertado."
...
"Agora lúcida e calma, Lóri lembrou-se de que lera que os movimentos histéricos de um animal preso tinham como intenção libertar, por meio de um desses movimentos, a coisa ignorada que o estava prendendo - a ignorância do movimento único, exato e libertador era o que tornava um animal histérico: ele apelava para o descontrole - durante o sábio descontrole de Lóri ela tivera para si mesma agora as vantagens libertadoras vindas de sua vida mais primitiva e animal: apelara histericamente para tantos sentimentos contraditórios e violentos que o sentimento libertador terminara desprendendo-a da rede, na sua ignorância animal ela não sabia sequer como,
estava cansada do esforço de animal libertado."
...
terça-feira, setembro 09, 2008
Replay
Um dos meus posts favoritos...
http://mundopatalogico.blogspot.com/2005/01/semanas-em-dias.html
Espero que os que já leram gostem de relembrar...
e os que ainda não haviam lido gostem tanto quanto eu!
:)
http://mundopatalogico.blogspot.com/2005/01/semanas-em-dias.html
Espero que os que já leram gostem de relembrar...
e os que ainda não haviam lido gostem tanto quanto eu!
:)
segunda-feira, setembro 08, 2008
I was dreaming awake
Dreams
The Cranberries
Oh my life
Is changing everyday
Every possible way
Though my dreams
It's never quite as it seems
Never quite as it seems
I know I felt like this before
But now I'm feeling it even more
Because it came from you
And then I open up and see
The person falling here is me
A different way to be
La larara larara larara la
I want more
impossible to ignore
impossible to ignore
They'll come true
impossible not to do
impossible not to do
And now I tell you openly
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find
A totally amazing mind
So understanding and so kind
You're everything to me
Oh my life
Is changing everyday
In every possible way
Though my dreams
It's never quiet as it seems
Cause you're a dream to me
:)
The Cranberries
Oh my life
Is changing everyday
Every possible way
Though my dreams
It's never quite as it seems
Never quite as it seems
I know I felt like this before
But now I'm feeling it even more
Because it came from you
And then I open up and see
The person falling here is me
A different way to be
La larara larara larara la
I want more
impossible to ignore
impossible to ignore
They'll come true
impossible not to do
impossible not to do
And now I tell you openly
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find
A totally amazing mind
So understanding and so kind
You're everything to me
Oh my life
Is changing everyday
In every possible way
Though my dreams
It's never quiet as it seems
Cause you're a dream to me
:)
Passou.
Só pra dizer que passou.
Não me desgosto mais como antes... agora até gosto de mim...
To tranquila.
Calma.
Coloquei tudo pra fora e me acalmei.
Sempre lembrando que as minhas loucuras não devem ser levadas ao pé da letra... tudo é exagerado...mas espero que por pouco tempo!
Um dia alcançarei a minha paz sozinha e isso será maravilhoso!
Já dizia o Nelson Ned (hehehe):
Mas tudo passa tudo passará... e nada fica, nada ficará...
:)
Não me desgosto mais como antes... agora até gosto de mim...
To tranquila.
Calma.
Coloquei tudo pra fora e me acalmei.
Sempre lembrando que as minhas loucuras não devem ser levadas ao pé da letra... tudo é exagerado...mas espero que por pouco tempo!
Um dia alcançarei a minha paz sozinha e isso será maravilhoso!
Já dizia o Nelson Ned (hehehe):
Mas tudo passa tudo passará... e nada fica, nada ficará...
:)
domingo, setembro 07, 2008
Pra secar as lágrimas
Nesse exato momento eu precisava conversar...
mas não tenho coragem de falar com ninguém.
Tanto lamento poderia afastar as pessoas.
E eu gosto muito delas perto de mim pra correr esse risco.
Estou escrevendo porque talvez assim o meu choro pare.
Talvez eu leia depois de um tempo e entenda alguma coisa de tudo isso...
porque agora eu não consigo entender.
Só me julgo inadequada, errada, cruel comigo mesma!
E todas as músicas que escuto me machucam.
Não tenho consolo.
Só as lágrimas caem e depois secam,
num rosto cheio de linhas de preocupação e de rejeição por si mesma.
Não me faço de vítima.
Só preciso colocar pra fora o que eu sinto por mim mesma.
E nesse momento não são coisas boas...
porque não consigui me dominar, me controlar.
Ainda indócil, indomada, incerta.
Eu já estou tão cansada de mim mesma.
Farta de tanta coisa imensa, de tanto sentimento
que não cabe em mim e nem em relação nenhuma.
Quero descanso e não encontro.
Quero conforto e não encontro.
Eu queria tanto ser capaz agora de me amar e não dá...
um problema capital pra tudo talvez.
Mas daqui a pouco passa.
É sempre assim, passa.
Vou esperar passar.
mas não tenho coragem de falar com ninguém.
Tanto lamento poderia afastar as pessoas.
E eu gosto muito delas perto de mim pra correr esse risco.
Estou escrevendo porque talvez assim o meu choro pare.
Talvez eu leia depois de um tempo e entenda alguma coisa de tudo isso...
porque agora eu não consigo entender.
Só me julgo inadequada, errada, cruel comigo mesma!
E todas as músicas que escuto me machucam.
Não tenho consolo.
Só as lágrimas caem e depois secam,
num rosto cheio de linhas de preocupação e de rejeição por si mesma.
Não me faço de vítima.
Só preciso colocar pra fora o que eu sinto por mim mesma.
E nesse momento não são coisas boas...
porque não consigui me dominar, me controlar.
Ainda indócil, indomada, incerta.
Eu já estou tão cansada de mim mesma.
Farta de tanta coisa imensa, de tanto sentimento
que não cabe em mim e nem em relação nenhuma.
Quero descanso e não encontro.
Quero conforto e não encontro.
Eu queria tanto ser capaz agora de me amar e não dá...
um problema capital pra tudo talvez.
Mas daqui a pouco passa.
É sempre assim, passa.
Vou esperar passar.
Na tempestade
Às vezes tenho a sensação de que o melhor é ficar quieta.
Calar tudo.
Guardar tudo.
Mas as coisas dentro de mim são sempre tão grandes que nunca consigo guardar por muito tempo.
E elas vêm como avalanche e me ultrapassam... e sufocam ao outro como sufocariam a mim se eu calasse.
Não quero fazer nada errado e no entando faço tudo errado.
Me sinto perdida por mim mesma.
Over demais...
impossivel de qualquer um suportar,
inclusive eu mesma.
No entanto eu continuo.
Por alguma razão eu continuo.
Vivendo, existindo e amando profundamente.
Mas tudo que é demais destrói.
Eu sou destrutiva.
Preciso aprender a construir...
antes de destruir o que de precioso tenho a minha volta.
Preciso encontrar a bonança da tempestade.
Talvez assim eu me suporte.
E alguém me ame.
Calar tudo.
Guardar tudo.
Mas as coisas dentro de mim são sempre tão grandes que nunca consigo guardar por muito tempo.
E elas vêm como avalanche e me ultrapassam... e sufocam ao outro como sufocariam a mim se eu calasse.
Não quero fazer nada errado e no entando faço tudo errado.
Me sinto perdida por mim mesma.
Over demais...
impossivel de qualquer um suportar,
inclusive eu mesma.
No entanto eu continuo.
Por alguma razão eu continuo.
Vivendo, existindo e amando profundamente.
Mas tudo que é demais destrói.
Eu sou destrutiva.
Preciso aprender a construir...
antes de destruir o que de precioso tenho a minha volta.
Preciso encontrar a bonança da tempestade.
Talvez assim eu me suporte.
E alguém me ame.
Medo
O medo...
o medo me faz agir contra mim.
O medo se esconde pra não ser derrotado.
O medo me trás a segurança dos covardes.
O medo.
Como vencê-lo?
Como ganhar a mim?
Ganhar a mim e te dar de presente...sem o medo como casca.
o medo me faz agir contra mim.
O medo se esconde pra não ser derrotado.
O medo me trás a segurança dos covardes.
O medo.
Como vencê-lo?
Como ganhar a mim?
Ganhar a mim e te dar de presente...sem o medo como casca.
O fim do livro
Acabei de ler o livro da Senhora Lispector.
Li ontem de madrugada as últimas páginas,
que pela noite eu não tivera coragem
tentando protelar a sua existência dentro de mim.
Ok. Li.
E chorei copiosamente.
Nunca chorei com um livro.
Mas com este eu chorei.
Não sei se pelo livro em si ou pela estranha fusão que fui construindo com ele...
Ele me perturbou, me desconcertou, me destruiu.
Depois dele quero ficar a zero.
Quero me limpar de toda a marca, de todo o resto,
pra me fazer de novo.
Ser outra mas eu mesma, talvez pela primeira vez eu mesma.
Estou em dor por algum motivo que vai além do livro, além de mim, além de qualquer coisa única.
Estou em dor por um conjunto de coisas e também pela primeira vez não sei se quero parar de doer.
Sempre se busca a ausência da dor como se isso fosse ser feliz...
Mas agora me parece que só viver a dor e aguentá-la trará alguma alegria real e não de superfície.
As pílulas de felicidade deixarei pra depois.
Dessa vez tentarei aguentar a minha dor em plenitude.
Não é uma atitude masoquista. É uma atitude de quem quer finalmente enfrentar os medos pra não teme-los jamais.
Vou aguentar.
Vou ultrapassar o portal.
...
Li ontem de madrugada as últimas páginas,
que pela noite eu não tivera coragem
tentando protelar a sua existência dentro de mim.
Ok. Li.
E chorei copiosamente.
Nunca chorei com um livro.
Mas com este eu chorei.
Não sei se pelo livro em si ou pela estranha fusão que fui construindo com ele...
Ele me perturbou, me desconcertou, me destruiu.
Depois dele quero ficar a zero.
Quero me limpar de toda a marca, de todo o resto,
pra me fazer de novo.
Ser outra mas eu mesma, talvez pela primeira vez eu mesma.
Estou em dor por algum motivo que vai além do livro, além de mim, além de qualquer coisa única.
Estou em dor por um conjunto de coisas e também pela primeira vez não sei se quero parar de doer.
Sempre se busca a ausência da dor como se isso fosse ser feliz...
Mas agora me parece que só viver a dor e aguentá-la trará alguma alegria real e não de superfície.
As pílulas de felicidade deixarei pra depois.
Dessa vez tentarei aguentar a minha dor em plenitude.
Não é uma atitude masoquista. É uma atitude de quem quer finalmente enfrentar os medos pra não teme-los jamais.
Vou aguentar.
Vou ultrapassar o portal.
...
sábado, setembro 06, 2008
Games that we play
Bom, essa semana me rendi ao convite de ir pra noite!
Fazia tempos que isso não acontecia...
(No que não conto minha comemoração de aniversário regada à gin tônica.)
Saí.
Fui ouvir músicas do Tim Maia na noite fria de Porto Alegre.
E essa informação só entra aqui... porque agora fiquei me surpreendendo com as minhas observações sobre o comportamento das pessoas na tal "noite".
Chegamos na festa.
Arrumados.
Observando tudo em volta.
E todos fazem o mesmo movimento.
É descaradamente uma caça!
Explicitamente caça!
(Me senti constrangida... mas ok... se começa o jogo - siga as regras!)
A música toca, as pessoas dançam, se tocam - se esbarram.
Se olham e se analisam.
De repente aparece alguém interessante.
Parte-se para a etapa seguinte.
O movimento que cabe:
fala-se alguma bobagem...
se dá uma resposta que predisponha outra...
(e caso a pessoa tenha algum conhecido em comum facilita muito!)
começa-se uma conversa sobre qualquer coisa comum...
e se faz render o assunto... muito... se descobre muitas possibilidades diferentes de falar de alguém, do tempo ou do casaco que se precisa carregar a noite toda por causa do frio!
Os homens geralmente fazem uma pose como quem não se importa com nada ao redor...
as mulheres bancam as doces criaturas capazes de serem amáveis até com o bandido da esquina!
tá... se rola de ficar mais perto... vêm os beijos...e depois segue-se a natureza!
ou se joga mais uma etapa (pra quem precisa muito se distrair):
vai um pra cada lado com mais um telefone na agenda;
repetindo os mesmos movimentos até a paciência ou os hormônios tomarem conta!
Noutra noite se faz a mesma coisa...
e o ciclo continua...
sem trazer exatamente nada de novo...
porque todo mundo segue a mesma regra.
Já joguei o jogo por muito tempo.
Agora tenho achado isso muito estranho.
Até cogito razões pra isso... razões complexas impossíveis de serem colocadas em palavras curtas.
:s
Fazia tempos que isso não acontecia...
(No que não conto minha comemoração de aniversário regada à gin tônica.)
Saí.
Fui ouvir músicas do Tim Maia na noite fria de Porto Alegre.
E essa informação só entra aqui... porque agora fiquei me surpreendendo com as minhas observações sobre o comportamento das pessoas na tal "noite".
Chegamos na festa.
Arrumados.
Observando tudo em volta.
E todos fazem o mesmo movimento.
É descaradamente uma caça!
Explicitamente caça!
(Me senti constrangida... mas ok... se começa o jogo - siga as regras!)
A música toca, as pessoas dançam, se tocam - se esbarram.
Se olham e se analisam.
De repente aparece alguém interessante.
Parte-se para a etapa seguinte.
O movimento que cabe:
fala-se alguma bobagem...
se dá uma resposta que predisponha outra...
(e caso a pessoa tenha algum conhecido em comum facilita muito!)
começa-se uma conversa sobre qualquer coisa comum...
e se faz render o assunto... muito... se descobre muitas possibilidades diferentes de falar de alguém, do tempo ou do casaco que se precisa carregar a noite toda por causa do frio!
Os homens geralmente fazem uma pose como quem não se importa com nada ao redor...
as mulheres bancam as doces criaturas capazes de serem amáveis até com o bandido da esquina!
tá... se rola de ficar mais perto... vêm os beijos...e depois segue-se a natureza!
ou se joga mais uma etapa (pra quem precisa muito se distrair):
vai um pra cada lado com mais um telefone na agenda;
repetindo os mesmos movimentos até a paciência ou os hormônios tomarem conta!
Noutra noite se faz a mesma coisa...
e o ciclo continua...
sem trazer exatamente nada de novo...
porque todo mundo segue a mesma regra.
Já joguei o jogo por muito tempo.
Agora tenho achado isso muito estranho.
Até cogito razões pra isso... razões complexas impossíveis de serem colocadas em palavras curtas.
:s
sexta-feira, setembro 05, 2008
Portis-a-head.
Essa música... essa música.
Nothing to say.
Glory Box
Portishead
I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a tempteress too long
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
From this time unchained
We're all looking at a different picture
Through this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over and give us some room, yeah
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
So don't you stop being a man
Just take a little look from outside when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
It's all I wanna be, it's all, a woman
For this is the beginning of forever and ever
:)
Nothing to say.
Glory Box
Portishead
I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a tempteress too long
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
From this time unchained
We're all looking at a different picture
Through this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over and give us some room, yeah
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
So don't you stop being a man
Just take a little look from outside when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
It's all I wanna be, it's all, a woman
For this is the beginning of forever and ever
:)
Claricices.
Mais de "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres":
(...)
Ulisses estava atento, imóvel. Lóri continuou:
- Parece tão fácil à primeira vista seguir conselhos de alguém. Seus conselhos, por exemplo. Já agora ela falava sério:
- Seus conselhos. Mas existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho.É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma.
Ela jamais falara tantas palavras em seguida. Por isso queria evitar o principal. De repente porém notou que se não dissesse o final, nada teria dito, e falou:
- Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece.
Sim, tudo se esclarecia e ela surgia dentro de si mesma quase com esplendor.
- Sim, disse Ulisses. Mas você se engana. Eu não dou conselhos a você. Eu simplesmente - eu - eu acho que o que eu faço mesmo é esperar. Esperar talvez que você mesma se aconselhe, não sei, Lóri, juro que não sei, às vezes me parece que estou perdendo tempo, às vezes me parece que pelo contrário, não há modo mais perfeito, embora inquieto, de usar o tempo: o de te esperar.
(...)
:)
(...)
Ulisses estava atento, imóvel. Lóri continuou:
- Parece tão fácil à primeira vista seguir conselhos de alguém. Seus conselhos, por exemplo. Já agora ela falava sério:
- Seus conselhos. Mas existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho.É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma.
Ela jamais falara tantas palavras em seguida. Por isso queria evitar o principal. De repente porém notou que se não dissesse o final, nada teria dito, e falou:
- Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece.
Sim, tudo se esclarecia e ela surgia dentro de si mesma quase com esplendor.
- Sim, disse Ulisses. Mas você se engana. Eu não dou conselhos a você. Eu simplesmente - eu - eu acho que o que eu faço mesmo é esperar. Esperar talvez que você mesma se aconselhe, não sei, Lóri, juro que não sei, às vezes me parece que estou perdendo tempo, às vezes me parece que pelo contrário, não há modo mais perfeito, embora inquieto, de usar o tempo: o de te esperar.
(...)
:)
terça-feira, setembro 02, 2008
Música na tarde da esfinge
Frases soltas, escutadas na tarde, preenchidas pelo pensamento e pelas combinações possíveis.
Música em algo da vida, canção em reflexo no coração, som vagando sem ter onde parar.
"You say I'm a dreamer, we're two of a kind
Both of us searching for some perfect world we know we'll never find
So perhaps I should leave here, go far away
But you know that there's nowhere that I'd rather be
than with you here today"
e continuo a ler e a ouvir e a sentir o mundo em mim.
:)
Música em algo da vida, canção em reflexo no coração, som vagando sem ter onde parar.
"You say I'm a dreamer, we're two of a kind
Both of us searching for some perfect world we know we'll never find
So perhaps I should leave here, go far away
But you know that there's nowhere that I'd rather be
than with you here today"
e continuo a ler e a ouvir e a sentir o mundo em mim.
:)
... o livro dos prazeres
Um pouco do livro que estou lendo...
um livro da Senhora Lispector...
um mergulho profundo na alma!
(...)
E não era porque ele esperava por ela, pois muitas vezes Lóri, contando com a já insultosa paciência de Ulisses, faltava sem avisar-lhe nada: mas à idéia de que a paciência de Ulisses se esgotaria, a mão subiu-lhe à garganta tentando estancar uma angústia parecida com a que sentia quando se perguntava "quem sou eu? quem é Ulisses? quem são as pessoas?" Era como se Ulisses tivesse uma resposta para tudo isso e resolvesse não dá-la - e agora a angústia vinha porque de novo descobria que precisava de Ulisses, o que a desesperava - queria poder continuar a vê-lo, mas sem precisar tão violentamente dele. Se fosse uma pessoa inteiramente só, como era antes, saberia como sentir e agir dentro de um sistema. mas Ulisses, entrando cada vez mais plenamente em sua vida, ela, ao se sentir protegida por ele, passara a ter receio de perder a proteção -
- embora ela mesma não soubesse ao certo que idéia fazia de "ser protegida": teria, por acaso, o desejo infantil de ter tudo mas sem a ansiedade de dever dar algo em troca? Proteção seria presença? Se fosse protegida por Ulisses ainda mais do que era, ambicionaria logo o máximo: ser tão protegida a ponto de não recear ser livre: pois de suas fugidas de liberdade teria sempre para onde voltar.
(...)
:)
um livro da Senhora Lispector...
um mergulho profundo na alma!
(...)
E não era porque ele esperava por ela, pois muitas vezes Lóri, contando com a já insultosa paciência de Ulisses, faltava sem avisar-lhe nada: mas à idéia de que a paciência de Ulisses se esgotaria, a mão subiu-lhe à garganta tentando estancar uma angústia parecida com a que sentia quando se perguntava "quem sou eu? quem é Ulisses? quem são as pessoas?" Era como se Ulisses tivesse uma resposta para tudo isso e resolvesse não dá-la - e agora a angústia vinha porque de novo descobria que precisava de Ulisses, o que a desesperava - queria poder continuar a vê-lo, mas sem precisar tão violentamente dele. Se fosse uma pessoa inteiramente só, como era antes, saberia como sentir e agir dentro de um sistema. mas Ulisses, entrando cada vez mais plenamente em sua vida, ela, ao se sentir protegida por ele, passara a ter receio de perder a proteção -
- embora ela mesma não soubesse ao certo que idéia fazia de "ser protegida": teria, por acaso, o desejo infantil de ter tudo mas sem a ansiedade de dever dar algo em troca? Proteção seria presença? Se fosse protegida por Ulisses ainda mais do que era, ambicionaria logo o máximo: ser tão protegida a ponto de não recear ser livre: pois de suas fugidas de liberdade teria sempre para onde voltar.
(...)
:)
segunda-feira, setembro 01, 2008
As palavras e os silêncios
O que se diz e o que não se diz?
Eis a questão do momento!
O que se diz é mais verdadeiro do que o que se silencia?
Particularmente eu acho que o que se diz é meio balela...
ao menos em muitos casos!
Se bem que ao mesmo tempo...
o que se diz é o que a gente afirma pro mundo e daí passa a ser fato!
Quando se diz uma palavra a gente torna existente o abstrato, o pensamento imaterial de nossos cérebros irriquietos.
Como é complicado saber o que dizer em situações importantes!
Situações importantes estão repletas de expectativas...
de projetos...
de planos futuros.
Dizer a palavra adequada é colaborar pra que todas essas coisas se tornem fato!
No contrário é direcionar tudo para o lado oposto, pra tudo o que não se espera e que provavelmente não se deseja.
Na tentativa de falar o adequado muitas vezes não se fala o mais importante.
E na tentativa de alcançar as expectativas, pode se falar tanta bobagem...
tem gente que mente,
tem gente que dissimmula,
todos omitem!
O que dizer e o que não dizer é decisão individual.
E só as consequências indicam se o que foi dito e o que foi silenciado levou para o caminho que se esperava ou não... no que aí isso seria dizer se foi certo ou errado.
Não acho que existe certo e errado.
Existem caminhos diferentes.
Possibilidades diferentes.
E nisso já faz bastante tempo que não me preocupo mais em saber se as decisões que tomo são as certas...
me preocupo apenas se elas condizem com meus desejos mais profundos.
Certo ou não é relativo demais.
Eis a questão do momento!
O que se diz é mais verdadeiro do que o que se silencia?
Particularmente eu acho que o que se diz é meio balela...
ao menos em muitos casos!
Se bem que ao mesmo tempo...
o que se diz é o que a gente afirma pro mundo e daí passa a ser fato!
Quando se diz uma palavra a gente torna existente o abstrato, o pensamento imaterial de nossos cérebros irriquietos.
Como é complicado saber o que dizer em situações importantes!
Situações importantes estão repletas de expectativas...
de projetos...
de planos futuros.
Dizer a palavra adequada é colaborar pra que todas essas coisas se tornem fato!
No contrário é direcionar tudo para o lado oposto, pra tudo o que não se espera e que provavelmente não se deseja.
Na tentativa de falar o adequado muitas vezes não se fala o mais importante.
E na tentativa de alcançar as expectativas, pode se falar tanta bobagem...
tem gente que mente,
tem gente que dissimmula,
todos omitem!
O que dizer e o que não dizer é decisão individual.
E só as consequências indicam se o que foi dito e o que foi silenciado levou para o caminho que se esperava ou não... no que aí isso seria dizer se foi certo ou errado.
Não acho que existe certo e errado.
Existem caminhos diferentes.
Possibilidades diferentes.
E nisso já faz bastante tempo que não me preocupo mais em saber se as decisões que tomo são as certas...
me preocupo apenas se elas condizem com meus desejos mais profundos.
Certo ou não é relativo demais.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Pequenos encantos
Hoje saí de casa e comecei a andar.
Andei de baixo da chuva fina que parecia névoa
acinzentando a luz do dia.
Meu casaco roxo ficou repleto de pequenas gotas que brilhavam.
Um brilho prata que combinava com o céu.
Fiz algumas coisas realmente importantes nesse dia.
Mas o encanto que a imagem desse dia provocou é tão importante quanto.
Um pequeno encantamento.
Um encantamento fulgaz.
Promovido pelas pequenas coisas,
pelas minúsculas coisas
que se esvaem no dia-a-dia.
Um casaco roxo, gostas de chuva, passos na calçada molhada, folhas verdes no chão.
:)
Andei de baixo da chuva fina que parecia névoa
acinzentando a luz do dia.
Meu casaco roxo ficou repleto de pequenas gotas que brilhavam.
Um brilho prata que combinava com o céu.
Fiz algumas coisas realmente importantes nesse dia.
Mas o encanto que a imagem desse dia provocou é tão importante quanto.
Um pequeno encantamento.
Um encantamento fulgaz.
Promovido pelas pequenas coisas,
pelas minúsculas coisas
que se esvaem no dia-a-dia.
Um casaco roxo, gostas de chuva, passos na calçada molhada, folhas verdes no chão.
:)
terça-feira, agosto 19, 2008
Banca de qualificação
Tive a minha banca de qualificação hoje à tarde.
Dois professores, com seus pareceres.
Duas visões que divergiram.
Uma que quer ler nas minhas palavras o que enxerga em seus conceitos.
Outra que lê nas entrelinhas o que pensei e não coloquei no papel.
É interessante como o mesmo texto pode ser lido de formas tão diferentes.
Percebo que a aproximação ou não com meus pensamentos... dependeu de uma qualidade de disposição... a caminhar comigo ou não. Como se um aceitasse o meu convite para o passeio e o outro me carregasse para lugares impensados.
Dois diferentes.
Ambos importantes.
Dois professores, com seus pareceres.
Duas visões que divergiram.
Uma que quer ler nas minhas palavras o que enxerga em seus conceitos.
Outra que lê nas entrelinhas o que pensei e não coloquei no papel.
É interessante como o mesmo texto pode ser lido de formas tão diferentes.
Percebo que a aproximação ou não com meus pensamentos... dependeu de uma qualidade de disposição... a caminhar comigo ou não. Como se um aceitasse o meu convite para o passeio e o outro me carregasse para lugares impensados.
Dois diferentes.
Ambos importantes.
Cansada.
Estou voltando a dormir cedo.
Voltando a acordar cedo.
Mas ainda não vejo luz de uma rotina "comercial de margarina".
Vou viajar e tentar tomar um banho de mar...
Limpar a alma com sal marinho! dizem que faz bem!
Quem sabe eu volto outra?
Voltando a acordar cedo.
Mas ainda não vejo luz de uma rotina "comercial de margarina".
Vou viajar e tentar tomar um banho de mar...
Limpar a alma com sal marinho! dizem que faz bem!
Quem sabe eu volto outra?
segunda-feira, agosto 18, 2008
Curtas aleatórios
Curta 1
"Existem coisas que não são questões de entendimento, mas sim de sentimento."
Curta 2
"Não tema,
se cair não passa do chão.
Não evite,
se sujar sai com água e sabão."
Curta 3
"E disse a Rainha de Copas:
- Cortem as cabeças!!!"
Curta 4
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo,
com sabor de fruta mordida..."
(Cazuza)
"Existem coisas que não são questões de entendimento, mas sim de sentimento."
Curta 2
"Não tema,
se cair não passa do chão.
Não evite,
se sujar sai com água e sabão."
Curta 3
"E disse a Rainha de Copas:
- Cortem as cabeças!!!"
Curta 4
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo,
com sabor de fruta mordida..."
(Cazuza)
domingo, agosto 17, 2008
Música para os seus ouvidos
La Edad Del Cielo
Jorge Drexler
No somos más
que una gota de luz,
una estrella fugaz,
una chispa, tan sólo,
en la edad del cielo.
No somos lo
que quisiéramos ser,
solo un breve latir
en un silencio antiguo
con la edad del cielo.
Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.
No somos más
que un puñado de mar,
una broma de Dios,
un capricho del Sol
del jardín del cielo.
No damos pie
entre tanto tic tac,
entre tanto Big Bang,
sólo un grano de sal
en el mar del cielo.
Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.
:)
Jorge Drexler
No somos más
que una gota de luz,
una estrella fugaz,
una chispa, tan sólo,
en la edad del cielo.
No somos lo
que quisiéramos ser,
solo un breve latir
en un silencio antiguo
con la edad del cielo.
Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.
No somos más
que un puñado de mar,
una broma de Dios,
un capricho del Sol
del jardín del cielo.
No damos pie
entre tanto tic tac,
entre tanto Big Bang,
sólo un grano de sal
en el mar del cielo.
Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.
:)
Citação:
Existe diferença entre olhar pra si como algo perfeito e acabado, e olhar pra si como objeto de interrogações e dúvidas.
Me vejo sempre no segundo caso.
Jamais no primeiro.
"Seria mais fácil enrolar o céu com um paninho, do que obter a verdadeira felicidade sem o conhecimento de Si Próprio."
citação de UPANISHADS
(que tu encontra no querido livrinho do David Lynch, Em Águas Profundas.)
Me vejo sempre no segundo caso.
Jamais no primeiro.
"Seria mais fácil enrolar o céu com um paninho, do que obter a verdadeira felicidade sem o conhecimento de Si Próprio."
citação de UPANISHADS
(que tu encontra no querido livrinho do David Lynch, Em Águas Profundas.)
Ressacas e Tormentas
Hoje tive um péssimo dia!
Depois de uma noite de farra e alegrias múltiplas...
A RESSACA!
Mas não é a ressaca da bebedeira...
porque com a lei seca essa está praticamente impossível!
(mesmo pra quem não dirige, como eu!)
Essa ressaca se aproxima mais da ressaca do mar, sabe?!
Aquela que deixa as águas revoltas e trás pra beira tudo o que havia de impuro nas profundezas!
Hoje eu fui do céu ao inferno.
De lá me mandaram pra um limbo,
de onde não sei ao certo como saí...
apenas suponho.
O fato é que me perdi na tormenta das vaidades.
Da minha... e dos outros também!
Sim, porque não sou eu a única a ter vaidade no mundo.
É um pecado capital ao qual todos estamos sujeitos!
A minha vaidade quando é ferida,
confesso,
é de extremo poder de destruição.
Sei disso.
Tanto sei, que afirmo isso aqui
e admito criar barreiras pra bloquear a sua ação devastadora!
Barreiras podem ser mal interpretadas inclusive...
Minha vaidade,
quando é "atingida",
destrói o "agressor",
mas também destrói "a mim".
E o mais assustador é que ela não tem cérebro
e não pensa se é plausível ou não o que ela faz!
Por saber como ela funciona...
porque convivo com ela há bastante tempo...
sei que se alguns start's não forem acionados ela causa poucos danos!
E eis que aí entram as barreiras que coloquei.
Porque elas existem dentro de uma espécie de manual de uso.
Que a gente cria a partir do que a gente identifica ao longo dos anos, se consegue tempo pra parar e se observar um pouquinho.
Uma questão de auto-conhecimento!
A minha vida toda sempre tentei ME ENTENDER.
Uma atitude egocêntrica?
Sim, com certeza!
Mas que me permite hoje saber distinguir o que é meu e o que é do outro.
(Pois bem...
aqui eu ligo a tormenta com a ressaca.)
Quando o mar se agita e coloca pra fora o que não lhe pertence...
vemos que na profundidade de toda aquela água aparentemente limpa
existe uma imensidão impura.
E digo que com as pessoas pode acontecer a mesma coisa.
Quando as convenções sociais são ignoradas
e as pessoas passam a agir e dizer o que realmente pensam...
muita coisa inesperada vem aos olhos!
A minha vaidade ferida me coloca em ressaca.
Mas imagine a minha ressaca se encontrando com outra ressaca (talvez ainda maior)!
Como diria o Luciano Huck:
Loucura, loucura, loucura.
Tu encontra de tudo!
Não conseguindo relacionar necessariamente todos os pontos uns aos outros.
Duas ressacas.
Uma jogando pra outra coisas que não quer dentro de si,
mas que não pertencem necessariamente àquela que recebe.
Muitas das coisas jogadas pra fora
podem ser algas...sabe?!
Elementos que pertencem ao ecossistema em questão,
mas que por algum motivo não fazem mais sentido lá dentro.
Algas que vem do fundo.
Desconhecidas até pra quem conviveu com elas muito tempo.
E que, até por isso, acabam vistas como objetos estranhos, alheios.
É difícil saber que elas são suas...
Saber que elas sempre te pertenceram...
mas que por agora não cumprirem mais nenhum papel, antes que te sufoquem te saltam à boca e caem fora das tuas águas mais profundas.
Mas como lidar com essa turbulência toda?
Que vem de todos os lados
e suja a praia inteira?
Fazendo uma boa faxina na areia.
Mergulhando bem fundo nas suas próprias águas e tirando de lá o que não serve.
Tirando antes da ressaca pra não perder tempo depois faxinando tudo outra vez!
E o mais bacana é que mergulhando em àguas profundas...
além de evitar a ressaca a gente também encontra os melhores peixes!
Os Peixes Grandes que mais ninguém pode pescar!
Num livro que ganhei de aniversário Em Águas Profundas, o David Lynch diz:
- "As idéias são como peixes. Se você quer pegar um peixinho, pode ficar em águas rasas. Mas se quer um peixe grande terá que entrar em águas profundas. Quanto mais fundo, mais poderosos e mais puros são os peixes. Peixes enormes, abstratos e, realmente, maravilhosos. Quanto mais você expande a consciência - a atenção - mais fundo é seu mergulho na direção dessa fonte, e maior é o peixe que pode pegar."
Eu acredito nisso.
Vou mergulhar.
Acho que tudo vai dar certo.
:)
p.s. E no fim das contas o dia foi dolorido.... mas maravilhoso!
Depois de uma noite de farra e alegrias múltiplas...
A RESSACA!
Mas não é a ressaca da bebedeira...
porque com a lei seca essa está praticamente impossível!
(mesmo pra quem não dirige, como eu!)
Essa ressaca se aproxima mais da ressaca do mar, sabe?!
Aquela que deixa as águas revoltas e trás pra beira tudo o que havia de impuro nas profundezas!
Hoje eu fui do céu ao inferno.
De lá me mandaram pra um limbo,
de onde não sei ao certo como saí...
apenas suponho.
O fato é que me perdi na tormenta das vaidades.
Da minha... e dos outros também!
Sim, porque não sou eu a única a ter vaidade no mundo.
É um pecado capital ao qual todos estamos sujeitos!
A minha vaidade quando é ferida,
confesso,
é de extremo poder de destruição.
Sei disso.
Tanto sei, que afirmo isso aqui
e admito criar barreiras pra bloquear a sua ação devastadora!
Barreiras podem ser mal interpretadas inclusive...
Minha vaidade,
quando é "atingida",
destrói o "agressor",
mas também destrói "a mim".
E o mais assustador é que ela não tem cérebro
e não pensa se é plausível ou não o que ela faz!
Por saber como ela funciona...
porque convivo com ela há bastante tempo...
sei que se alguns start's não forem acionados ela causa poucos danos!
E eis que aí entram as barreiras que coloquei.
Porque elas existem dentro de uma espécie de manual de uso.
Que a gente cria a partir do que a gente identifica ao longo dos anos, se consegue tempo pra parar e se observar um pouquinho.
Uma questão de auto-conhecimento!
A minha vida toda sempre tentei ME ENTENDER.
Uma atitude egocêntrica?
Sim, com certeza!
Mas que me permite hoje saber distinguir o que é meu e o que é do outro.
(Pois bem...
aqui eu ligo a tormenta com a ressaca.)
Quando o mar se agita e coloca pra fora o que não lhe pertence...
vemos que na profundidade de toda aquela água aparentemente limpa
existe uma imensidão impura.
E digo que com as pessoas pode acontecer a mesma coisa.
Quando as convenções sociais são ignoradas
e as pessoas passam a agir e dizer o que realmente pensam...
muita coisa inesperada vem aos olhos!
A minha vaidade ferida me coloca em ressaca.
Mas imagine a minha ressaca se encontrando com outra ressaca (talvez ainda maior)!
Como diria o Luciano Huck:
Loucura, loucura, loucura.
Tu encontra de tudo!
Não conseguindo relacionar necessariamente todos os pontos uns aos outros.
Duas ressacas.
Uma jogando pra outra coisas que não quer dentro de si,
mas que não pertencem necessariamente àquela que recebe.
Muitas das coisas jogadas pra fora
podem ser algas...sabe?!
Elementos que pertencem ao ecossistema em questão,
mas que por algum motivo não fazem mais sentido lá dentro.
Algas que vem do fundo.
Desconhecidas até pra quem conviveu com elas muito tempo.
E que, até por isso, acabam vistas como objetos estranhos, alheios.
É difícil saber que elas são suas...
Saber que elas sempre te pertenceram...
mas que por agora não cumprirem mais nenhum papel, antes que te sufoquem te saltam à boca e caem fora das tuas águas mais profundas.
Mas como lidar com essa turbulência toda?
Que vem de todos os lados
e suja a praia inteira?
Fazendo uma boa faxina na areia.
Mergulhando bem fundo nas suas próprias águas e tirando de lá o que não serve.
Tirando antes da ressaca pra não perder tempo depois faxinando tudo outra vez!
E o mais bacana é que mergulhando em àguas profundas...
além de evitar a ressaca a gente também encontra os melhores peixes!
Os Peixes Grandes que mais ninguém pode pescar!
Num livro que ganhei de aniversário Em Águas Profundas, o David Lynch diz:
- "As idéias são como peixes. Se você quer pegar um peixinho, pode ficar em águas rasas. Mas se quer um peixe grande terá que entrar em águas profundas. Quanto mais fundo, mais poderosos e mais puros são os peixes. Peixes enormes, abstratos e, realmente, maravilhosos. Quanto mais você expande a consciência - a atenção - mais fundo é seu mergulho na direção dessa fonte, e maior é o peixe que pode pegar."
Eu acredito nisso.
Vou mergulhar.
Acho que tudo vai dar certo.
:)
p.s. E no fim das contas o dia foi dolorido.... mas maravilhoso!
sábado, agosto 16, 2008
Frases do dia - versão "O dia depois"
Frase 1 - Conselho para a vida:
"Algumas pessoas são muito legais pra serem inofensivas."
Frase 2 - Interrogação matemática:
"Por que uma coisa ruim vale mais do que três boas?"
Frase 3 - Aula de física:
"Se pra toda ação, cabe uma reação... às vezes é melhor não fazer nada."
Frase 4 - Ditado reeditado:
"Felicidade dura pouco."
Frase 5 - Para mentalizar:
"I will survive."
:s
"Algumas pessoas são muito legais pra serem inofensivas."
Frase 2 - Interrogação matemática:
"Por que uma coisa ruim vale mais do que três boas?"
Frase 3 - Aula de física:
"Se pra toda ação, cabe uma reação... às vezes é melhor não fazer nada."
Frase 4 - Ditado reeditado:
"Felicidade dura pouco."
Frase 5 - Para mentalizar:
"I will survive."
:s
terça-feira, agosto 12, 2008
Acompanhamento do último post!
Sou Como Sou
Polegar
Taí...
Quero mais é viver
Que esse mundo é uma gargalhada
Pra que me aborrecer
E o sol...
É sempre de manhã
Eu pego fogo como um disco de rock
Porque sou como sou
Sou como sou aonde vou eu acho a minha saída
Sou como sou e seguirei a vida é pra ser vivida
Sou como sou e viver é a melhor pedida sou como sou
E daí...
Eu gosto de você
Que nem o dia abraça a noite
Vamos amanhecer
E daí...
Você gostou de mim
Sou um lunático apaixonado
Ou qualquer coisa assim
Sou como sou aonde vou eu acho a minha saída
Sou como sou e seguirei a vida é pra ser vivida
Sou como sou e viver é a melhor pedida sou como sou
Polegar
Taí...
Quero mais é viver
Que esse mundo é uma gargalhada
Pra que me aborrecer
E o sol...
É sempre de manhã
Eu pego fogo como um disco de rock
Porque sou como sou
Sou como sou aonde vou eu acho a minha saída
Sou como sou e seguirei a vida é pra ser vivida
Sou como sou e viver é a melhor pedida sou como sou
E daí...
Eu gosto de você
Que nem o dia abraça a noite
Vamos amanhecer
E daí...
Você gostou de mim
Sou um lunático apaixonado
Ou qualquer coisa assim
Sou como sou aonde vou eu acho a minha saída
Sou como sou e seguirei a vida é pra ser vivida
Sou como sou e viver é a melhor pedida sou como sou
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