Amo nossa simplicidade.
Nossa descomplicação com o que há de mais complexo.
Amo todos os dias e em todos os subsequentes,
porque estamos juntos.
Amo nossa falta de competição e nossa torcida um pelo outro.
Amo amar o amor que és.
Amo-te.
Amo teu abraço macio e sereno.
E te receber no meu colo aberto e acolhedor.
Nossa troca de afeto eterna e cúmplice.
Amo.
Escritos pessoais, poéticos, imaginários. Reunião, comemoração - de lembranças e momentos vividos ou desejados. Espaço de estar. De compartilhar.
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quinta-feira, novembro 08, 2012
sexta-feira, junho 18, 2010
Homo ludens.
E o sexo é brincadeira.
É jogo de bicho.
Capuz, venda, cabra-cega.
Esconde e mostra.
Morde e suga.
Gira. Salta. Aperta e puxa.
Sal de mar e de suor na saliva.
Alegria e êxtase.
Catarse que purga o mal na infância dos adultos.
E exaustas, as crianças finalmente dormem.
É jogo de bicho.
Capuz, venda, cabra-cega.
Esconde e mostra.
Morde e suga.
Gira. Salta. Aperta e puxa.
Sal de mar e de suor na saliva.
Alegria e êxtase.
Catarse que purga o mal na infância dos adultos.
E exaustas, as crianças finalmente dormem.
quarta-feira, maio 05, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
Medo de mim, de ti em mim.
E a paixão era ruim.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
De tanto amor.
Eu olhei nos olhos dele.
Senti o cheiro do homem que grudava na minha pele.
Deixei me molhar em suor, em gotas que repousaram na minha alma.
Desejei a eternidade em nosso caminho juntos.
Quis ter um filho.
Quis chorar.
Quis ser dele e nada mais.
Senti o cheiro do homem que grudava na minha pele.
Deixei me molhar em suor, em gotas que repousaram na minha alma.
Desejei a eternidade em nosso caminho juntos.
Quis ter um filho.
Quis chorar.
Quis ser dele e nada mais.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Encontro.
quantas vezes me enganei.
quantas vezes me equivoquei.
Tropeços, quedas, feridas, trapaças.
um sentimento guardado, louvado, zelado.
puro ar em um peito apertado que não consegue mais aguentar.
Corri até com os pés descalços.
mas você chegou até mim quando parei de te procurar.
quantas vezes me equivoquei.
Tropeços, quedas, feridas, trapaças.
um sentimento guardado, louvado, zelado.
puro ar em um peito apertado que não consegue mais aguentar.
Corri até com os pés descalços.
mas você chegou até mim quando parei de te procurar.
domingo, fevereiro 21, 2010
Dos patins no gelo.
Eles não são medalha de ouro; não são exatamente sincrônicos, nem exatamente precisos; mas fazem as apresentações mais bonitas na minha opinião!
Gosto da leveza, do sentimento expresso, dos movimentos em conjunto, em sequência, em harmonia. Gosto da qualidade fluida, da parceria que constroem.
E isso tudo me parece muito mais importante e imponente, do que a qualidade objetiva das acrobacias sobre os patins!
Gosto da leveza, do sentimento expresso, dos movimentos em conjunto, em sequência, em harmonia. Gosto da qualidade fluida, da parceria que constroem.
E isso tudo me parece muito mais importante e imponente, do que a qualidade objetiva das acrobacias sobre os patins!
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Do meu, do teu e dos braços vazios.
Me espantei quando proferi a seguinte frase:
- "Eu ja te dou muita coisa, eu quero que tu me dê algo de teu também."
Me espantei porque... que direito eu tenho de querer que alguém me dê qualquer coisa??? Soou quase como uma troca, uma negociação, e não, não deve ser uma negociação!
Eu quero e quero muita coisa.
Mas se eu dou algo de meu é porque quero dar e pronto.
Quero que alguém guarde um pedaço meu. Quero que alguém me tenha um pouco. Me carregue consigo um pouco.
Mas se esse alguém não quiser me dar algo de seu... é seu direito!
E o meu querer não tem nada a ver com isso!
Meus braços permanecerão vazios apenas.
- "Eu ja te dou muita coisa, eu quero que tu me dê algo de teu também."
Me espantei porque... que direito eu tenho de querer que alguém me dê qualquer coisa??? Soou quase como uma troca, uma negociação, e não, não deve ser uma negociação!
Eu quero e quero muita coisa.
Mas se eu dou algo de meu é porque quero dar e pronto.
Quero que alguém guarde um pedaço meu. Quero que alguém me tenha um pouco. Me carregue consigo um pouco.
Mas se esse alguém não quiser me dar algo de seu... é seu direito!
E o meu querer não tem nada a ver com isso!
Meus braços permanecerão vazios apenas.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Rebobinando.
Resolvi rebobinar e voltar a um trecho que copiei da Martha Medeiros e coloquei num post antigo:
"Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços.(...) Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita.(...) nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."
(Martha Medeiros)
Mas complemento que a revolução não se faz sozinho; é preciso sempre duas pessoas; duas que jamais serão uma; diferentes e individuais; mas que se acompanhem e se admirem.
:)
"Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços.(...) Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita.(...) nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."
(Martha Medeiros)
Mas complemento que a revolução não se faz sozinho; é preciso sempre duas pessoas; duas que jamais serão uma; diferentes e individuais; mas que se acompanhem e se admirem.
:)
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Breve descrição de ontem.
Dia vazio.
Tudo parecia intocável.
Inerte.
Mas um arco-iris vem à janela.
Se expande e desaparece.
Ele muda a cor e o tom da voz.
Sorriso que brota como uma flor frágil.
Pausa no dia de pausa, pra respirar.
Há vida na rua. Vida que retorna à mim.
Doces sabores da noite.
Adocicados como fruta boa e doce-de-leite.
:)
Tudo parecia intocável.
Inerte.
Mas um arco-iris vem à janela.
Se expande e desaparece.
Ele muda a cor e o tom da voz.
Sorriso que brota como uma flor frágil.
Pausa no dia de pausa, pra respirar.
Há vida na rua. Vida que retorna à mim.
Doces sabores da noite.
Adocicados como fruta boa e doce-de-leite.
:)
domingo, janeiro 24, 2010
Olhos de lince.
Olho de lince sobre mim.
Presa desatenta.
Cada movimento capturado por olhos sagazes.
Olho de lince que alcança o longe.
Que me caça à distância, mesmo que eu fuja.
Me rastreia, sem seguir pegadas, pelo cheiro, pelo som.
Lince.
Gato arisco.
Morador das florestas densas,
que conhece os segredos e se move em silêncio.
Antecipa meus passos.
Me revela a mim mesma, sem se expor.
Não o vejo.
Não o ouço.
Mas o pressinto.
O lince espreita.
E eu, raposa selvagem, não sei o que quer de mim.
:)
Presa desatenta.
Cada movimento capturado por olhos sagazes.
Olho de lince que alcança o longe.
Que me caça à distância, mesmo que eu fuja.
Me rastreia, sem seguir pegadas, pelo cheiro, pelo som.
Lince.
Gato arisco.
Morador das florestas densas,
que conhece os segredos e se move em silêncio.
Antecipa meus passos.
Me revela a mim mesma, sem se expor.
Não o vejo.
Não o ouço.
Mas o pressinto.
O lince espreita.
E eu, raposa selvagem, não sei o que quer de mim.
:)
segunda-feira, março 23, 2009
Do amor
O primeiro dos três posts de hoje, me veio ao ler o texto da Martha Mederios no jornal de domingo...
O Título:
O amor nos tempos de hoje
Basicamente diz que o amor está em falta,
que foi escorraçado pela mídia e trocado nas relações pessoais
por paixão, desejo, oportunidade ou conveniência.
Tive que dar o braço a torcer e concordar!
Mesmo achando o texto um tanto piegas
(aliás como todos da Martha Medeiros!)!
A geração do tudo "fast" não consegue se dedicar a algo que leva tempo pra ser construído...e que não se apaga teclando delete!
Amor é sentimento a longo prazo.
E não combina com quem quer viver o aqui-agora e foda-se o amanhã! Não combina com essa urgência de tudo... porque o mundo vai acabar, sabia?!
Amor é brando e profundo.
Não pode ser fingido, forjado.
Amor só pode ser...
Se for amor.
"Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços.(...) Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita.(...) nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."
(Martha Medeiros)
E me dou conta de que estou definitivmente e terrivelmente tão piegas quanto ela...
que péssimo isso!!!
:P
O Título:
O amor nos tempos de hoje
Basicamente diz que o amor está em falta,
que foi escorraçado pela mídia e trocado nas relações pessoais
por paixão, desejo, oportunidade ou conveniência.
Tive que dar o braço a torcer e concordar!
Mesmo achando o texto um tanto piegas
(aliás como todos da Martha Medeiros!)!
A geração do tudo "fast" não consegue se dedicar a algo que leva tempo pra ser construído...e que não se apaga teclando delete!
Amor é sentimento a longo prazo.
E não combina com quem quer viver o aqui-agora e foda-se o amanhã! Não combina com essa urgência de tudo... porque o mundo vai acabar, sabia?!
Amor é brando e profundo.
Não pode ser fingido, forjado.
Amor só pode ser...
Se for amor.
"Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar essa eternidade não mede esforços.(...) Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e inédita.(...) nada é mais revolucionário e poderoso do que o que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa."
(Martha Medeiros)
E me dou conta de que estou definitivmente e terrivelmente tão piegas quanto ela...
que péssimo isso!!!
:P
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