Escritos pessoais, poéticos, imaginários. Reunião, comemoração - de lembranças e momentos vividos ou desejados. Espaço de estar. De compartilhar.
sábado, junho 30, 2012
O Meio
(Luiz Tatit)
Assim era no princípio
Metáfora pura
Suspensa no ar
Assim era no princípio
Só bocas abertas
Inda balbuciantes
Querendo cantar
Por isso que sempre no início
A gente não sabe como começar
Começa porque sem começo
Sem esse pedaço não dá pra avançar
Mas fica aquele sentimento
Voltando no tempo faria outro som
Porque depois de um certo ponto
Tirando o começo até que foi bom
Por isso é melhor ter paciência
Pois todo começo começa e vai embora
O problema é saber se já foi
Ou se ainda é começo
Porque tem começo que às vezes demora
Que passa um bom tempo
Inda está no começo
Que passa mais tempo
Inda não está na hora
Tem gente que nunca sai do começo
Mas tem esperança de sair agora
Se todo começo é assim
O melhor começo é o seu fim
Um dia ainda há de chegar
Em que todos irão conquistar
Um meio pra não começar
Agora depois do começo
Já estou me sentindo
Bem mais à vontade
Talvez já esteja no meio
Ou começo do meio
Porque bem no meio
Seria a metade
É bom demais estar no meio
O meio é seguro pra gente cantar
Primeiro, acaba o bloqueio
E a te o que era feio começa a soar
Depois todo aquele receio
Partindo do meio, podia evitar
Até para as crianças nascerem
Nascendo no meio, não iam chorar
Diria, sem muito rodeio
No princípio era o meio
E o meio era bom
Depois é que veio o verbo
Um pouco mais lerdo
Que tornou tudo bem mais difícil
Criou o real, criou o fictício
Criou o natural, criou o artifício
Criou o final, criou o início
O início que agora deu nisso
Mas tudo tomou seu lugar
Depois do começo passar
E cada qual com seu canto
Por certo ainda vai encontrar
Um meio para nos alegrar
segunda-feira, junho 25, 2012
Farpas
Todos os dias uma migalha feita de farpas.
Todos os dias farpas de aço cravadas nas unhas.
Unhas roídas de tempo perdido.
Tempo mordido.
Deglutido feito fumaça que engasga.
Todos os dias farpas de aço cravadas nas unhas.
Unhas roídas de tempo perdido.
Tempo mordido.
Deglutido feito fumaça que engasga.
sábado, junho 23, 2012
Sem título
Quando haverá tempo para se escrever poesia?
Quando a linha entortar
e surgir uma bolha de ar
na lista de compras para o jantar.
Quando a linha entortar
e surgir uma bolha de ar
na lista de compras para o jantar.
Uruguai, como te amo!
Fabulosa participação do presidente do Uruguai na Rio+20.
Como disseram os velhos pensadores, citados nas palavras do Presidente Mujica:
"Pobre não é o que tem pouco, pois é verdadeiramente pobre o que necessita infinitamente muito e deseja e deseja e deseja mais e mais."
Como disseram os velhos pensadores, citados nas palavras do Presidente Mujica:
"Pobre não é o que tem pouco, pois é verdadeiramente pobre o que necessita infinitamente muito e deseja e deseja e deseja mais e mais."
sábado, maio 05, 2012
A cada dia que passo.
Des-espero agudo irrompido no peito.
Des-amparo descasado estancado em sangue.
Des-caber em si.
Des-montar pedaços.
A cada dia que passa um a menos na garganta.
Uma voz mais fraca. Uma dor mais de graça.
Perguntas sem respostas.
Telefonemas sem interlocutor.
Um barulho mudo no outro lado.
Mendigando atenção.
A cada dia que passa mais vazio nesse cordão.
Um zunido no ouvido. Uma atrofia de tino.
Des-amparo descasado estancado em sangue.
Des-caber em si.
Des-montar pedaços.
A cada dia que passa um a menos na garganta.
Uma voz mais fraca. Uma dor mais de graça.
Perguntas sem respostas.
Telefonemas sem interlocutor.
Um barulho mudo no outro lado.
Mendigando atenção.
A cada dia que passa mais vazio nesse cordão.
Um zunido no ouvido. Uma atrofia de tino.
O gato feroz.
O gato entrou pela janela.
Não gostava de caminhos óbvios.
Gostava de criar aventuras no seu território de sempre.
Então, a cada dia entrava por um lugar diferente.
O gato era preto e também branco.
Uma cor clara e outra escura, o que combinava muito com ele.
Era um gato feroz.
Mas doce como pão de mel.
Tinha o corpo forte.
Garras gentilmente afiadas no sofá.
Gostava de assustar os outros gatos.
Comprava briga pelo pote de ração ou pelo lugar no mirante da janela.
Quando estava triste miava alto em cima da máquina de lavar.
Parecia lobo uivando pra lua.
Lobos parecem mais cães,
mas talvez o gato também parecesse um...
Cãozinho cuidando da casa.
Gato de guarda.
Cuidando de tudo aquilo que parece importante.
Gato que não parece gato, mas que ronrona alto quando ganha colo.
Não gostava de caminhos óbvios.
Gostava de criar aventuras no seu território de sempre.
Então, a cada dia entrava por um lugar diferente.
O gato era preto e também branco.
Uma cor clara e outra escura, o que combinava muito com ele.
Era um gato feroz.
Mas doce como pão de mel.
Tinha o corpo forte.
Garras gentilmente afiadas no sofá.
Gostava de assustar os outros gatos.
Comprava briga pelo pote de ração ou pelo lugar no mirante da janela.
Quando estava triste miava alto em cima da máquina de lavar.
Parecia lobo uivando pra lua.
Lobos parecem mais cães,
mas talvez o gato também parecesse um...
Cãozinho cuidando da casa.
Gato de guarda.
Cuidando de tudo aquilo que parece importante.
Gato que não parece gato, mas que ronrona alto quando ganha colo.
terça-feira, maio 01, 2012
A manhãzinha da gata.
A gata magrela espreita da estante, que fica em cima da cama.
No início da manhã, naquele início bem do início quando o sol ainda nem nasceu,
ela analisa o território humano, observa o sono tranquilo.
Sorrateiramente e devagar, ela aproxima o corpo esguio.
Cheira os cabelos e aproxima os bigodes da pele que arrepia.
A gata mordisca...
mas humanos não gostam de levantar tão cedo.
Ela volta para a estante.
Recria a estratégia, pois somente humanos que estão acordados colocam comida nova no pote!
Faz círculos com o rabo, como dando corda a algum pensamento impressionante.
Pensa no infalível e age de forma rápida:
Com a pata leve, sutilmente, derruba os pequenos objeto da estante sobre a cama!
Paff na cabeça dos humanos sonolentos!
- Acordem, levantem e encham os potes de ração e água.
Depois, se quiserem, voltem a dormir. -
Ordena a gata.
Um dos humanos abre os olhos.
Mecanicamente levanta, caminha, pega a ração, serve, abre a torneira, enche o pote, volta pelo mesmo caminho, mesmo assim tropeça, chega na cama, volta a dormir.
Agora sim, casa em ordem.
Como uma dama, a gata magrela segue altiva até o pote cheio de ração - fresquinha, crocante.
Um pouco de astúcia lhe cabe muito bem.
No início da manhã, naquele início bem do início quando o sol ainda nem nasceu,
ela analisa o território humano, observa o sono tranquilo.
Sorrateiramente e devagar, ela aproxima o corpo esguio.
Cheira os cabelos e aproxima os bigodes da pele que arrepia.
A gata mordisca...
mas humanos não gostam de levantar tão cedo.
Ela volta para a estante.
Recria a estratégia, pois somente humanos que estão acordados colocam comida nova no pote!
Faz círculos com o rabo, como dando corda a algum pensamento impressionante.
Pensa no infalível e age de forma rápida:
Com a pata leve, sutilmente, derruba os pequenos objeto da estante sobre a cama!
Paff na cabeça dos humanos sonolentos!
- Acordem, levantem e encham os potes de ração e água.
Depois, se quiserem, voltem a dormir. -
Ordena a gata.
Um dos humanos abre os olhos.
Mecanicamente levanta, caminha, pega a ração, serve, abre a torneira, enche o pote, volta pelo mesmo caminho, mesmo assim tropeça, chega na cama, volta a dormir.
Agora sim, casa em ordem.
Como uma dama, a gata magrela segue altiva até o pote cheio de ração - fresquinha, crocante.
Um pouco de astúcia lhe cabe muito bem.
domingo, abril 22, 2012
I[r]mã poesia.
Encontrar a solidão no outro
como em mim.
Numa palavra exata e imperfeita
perceber fagulhas de inexatidão.
Acompanhar um estar pleno
em um mundo de pequenos pedaços
desencontrados.
Ouvir quase nada
que vem da boca de quem sequer
consegue existir.
Acompanhar pensamentos
de energia pulsante, vibrante
Ver o não visto e o escondido
em quem precisa existir.
Esquecer rostos falsificados.
Lembrar os desmistificados.
A cada palavra e abraço trocados
uma torrente de afetos.
Afetados corpos e espaço,
tempo e sentidos.
Palavras que olham e tocam,
mas seguem mudas e fantasmagóricas
para os pretensos e fingidos.
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Da casa dos gatos
segunda-feira, dezembro 12, 2011
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Meu pai sempre comigo - no coração, na alma, na felicidade.
"Com o meu pai de novo no hospital. Peço a quem tiver alguma fé que reze por ele. E aqueles que não crêem que torçam pelo melhor. Ele está no hospital Mãe de Deus, fez uma intervenção pra colocar um marcapasso e agora irá fazer um cateterismo. Ele tem cinco safenas que foram feitas em 2003 e já fez cateterismo outras vezes. Mas a cada novo procedimento, a cada novo dia, pra ele e pra todos nós, é como se fosse o primeiro. Desabafo virtual, já que ligar pros queridos demandaria mais tempo. Estou indo para o hospital em seguida. bjos a todos." (03-12-2011 - manhã)
"Acabei de voltar do hospital. Meu pai fez o cateterismo na tarde de hoje e os médicos informaram que correu tudo bem. Estamos aguardando que o quadro estabilize pra ele poder fazer a cirurgia do marcapasso definitivo. Hoje de tarde ele conversou comigo e brincou com os enfermeiros. Parece que é o coração que está preguiçoso, batendo com pouca força e lentamente. Devido a isso todo o resto do corpo começou a funcionar devagar... rim, cérebro, pele. Mas o médico que conversou comigo, hoje à noite, disse que de um dia pro outro ele teve uma boa melhora. Agradeço as mensagens dos amigos. Agradeço a força de vocês, a nossa e a dele. Agradeço sempre o meu pai sempre comigo, pois muito do que sou é ele. beijos e obrigada pelo carinho" (03-12-2011 - noite)
"Hoje pela manhã quando fui ver meu pai, ele estava acordado. Fiquei feliz porque poderia conversar com ele! Contei como foi o grenal e combinei de ir com ele ver um jogo na libertadores do ano que vem. Ele sorriu. Depois de um tempo conversando, ele começou a confundir tempo e espaço. Pensava que estava no sítio, onde morávamos quando eu era pequena. Queria saber quantas pessoas viriam pra Porto Alegre, pois a gente ía "ir" pra Porto Alegre. Lembrei do tempo em que ele era o motorista da família e me levava pra todos os cantos - das aulas no colégio aos aniversários das amigas. Lembrei dos dias em que de manhã cedo ele dava carona pros filhos dos caseiros e enchia o carro de meninos com cheiro de terra. Boas lembranças, muito boas lembranças sempre com o meu velho e querido pai! Bibo pai e Bobby filha." (05-12-2011 - tarde)
"Acabei de voltar do hospital. Meu pai fez o cateterismo na tarde de hoje e os médicos informaram que correu tudo bem. Estamos aguardando que o quadro estabilize pra ele poder fazer a cirurgia do marcapasso definitivo. Hoje de tarde ele conversou comigo e brincou com os enfermeiros. Parece que é o coração que está preguiçoso, batendo com pouca força e lentamente. Devido a isso todo o resto do corpo começou a funcionar devagar... rim, cérebro, pele. Mas o médico que conversou comigo, hoje à noite, disse que de um dia pro outro ele teve uma boa melhora. Agradeço as mensagens dos amigos. Agradeço a força de vocês, a nossa e a dele. Agradeço sempre o meu pai sempre comigo, pois muito do que sou é ele. beijos e obrigada pelo carinho" (03-12-2011 - noite)
"Hoje pela manhã quando fui ver meu pai, ele estava acordado. Fiquei feliz porque poderia conversar com ele! Contei como foi o grenal e combinei de ir com ele ver um jogo na libertadores do ano que vem. Ele sorriu. Depois de um tempo conversando, ele começou a confundir tempo e espaço. Pensava que estava no sítio, onde morávamos quando eu era pequena. Queria saber quantas pessoas viriam pra Porto Alegre, pois a gente ía "ir" pra Porto Alegre. Lembrei do tempo em que ele era o motorista da família e me levava pra todos os cantos - das aulas no colégio aos aniversários das amigas. Lembrei dos dias em que de manhã cedo ele dava carona pros filhos dos caseiros e enchia o carro de meninos com cheiro de terra. Boas lembranças, muito boas lembranças sempre com o meu velho e querido pai! Bibo pai e Bobby filha." (05-12-2011 - tarde)
quinta-feira, novembro 03, 2011
Tiranias.
Abraçar um coletivo de eu's.
Missão impossível.
Eu's não se tornam um coletivo, apenas um agrupamento momentâneo por vontades convergentes.
Muita gente confunde as coisas.
Trabalhar coletivamente não é simplesmente fazermos todos juntos alguma coisa.
É preciso que essa coisa seja resultado de um arranjo entre as vontades, de uma flexibilização entre tudo o que é possível.
Não apenas a força de um amior número.
A democracia não garante uma experiência coletiva de fato.
Apenas a tirania de muitos.
Missão impossível.
Eu's não se tornam um coletivo, apenas um agrupamento momentâneo por vontades convergentes.
Muita gente confunde as coisas.
Trabalhar coletivamente não é simplesmente fazermos todos juntos alguma coisa.
É preciso que essa coisa seja resultado de um arranjo entre as vontades, de uma flexibilização entre tudo o que é possível.
Não apenas a força de um amior número.
A democracia não garante uma experiência coletiva de fato.
Apenas a tirania de muitos.
domingo, outubro 09, 2011
A flor da lama.
Buda e a Flor de Lótus
Buda reuniu seus discípulos, e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas.
- Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - perguntou Buda.
O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores.
O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas.
O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo.
Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas.
- É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. Simples e bela.
- Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos - disse Buda.
- Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - perguntou Buda.
O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores.
O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas.
O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo.
Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas.
- É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. Simples e bela.
- Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos - disse Buda.
De ir embora.
Sair de casa é difícil pra quem sai e pra quem fica.
A dor do outro não é menor que a minha só porque não a sinto.
Nem preciso fazer o outro sangrar pra ter certeza de que sabe que sofro.
Sair de casa é ato de coragem.
Se desacomodar para tentar sair do lugar e conhecer o que é inexplorado do lado de dentro de paredes pintadas.
Sair do quarto cor-de-rosa. Do céu sempre azul.
É preciso provar da chuva pra saber seu sabor.
Como dizer que vivo se não comprovo a naturalidade dos meus atos?
Mantendo-me em ambiente salvo e controlado jamais saberei.
É preciso sair de casa. Mesmo com a dor.
E isso não é cruel.
Sair pela porta afora é um movimento de sabedoria.
De carinho por si e pelos outros - de respeito pela vida incessante que pulsa em cada ser.
Como me julgar mal por executar algo tão nobre?
Porque me crucificar como um Cristo?
Como um Judas?
Como um Escariotes?
Sempre fui o mais sincera e leal aos meus.
Não abandonei ninguém.
Apenas gostaria que se pudesse seguir.
Se alguém se recusa a ir adiante, não posso evitar que eu o faça.
Nascer nos coloca em compromisso com o mundo, não apenas com o ventre.
Sou minha e do universo, sem ser de mais ninguém.
Escolho minhas companhias por liberdade.
Não por dependência.
Devo andar.
E não me espere pro jantar.
quinta-feira, agosto 18, 2011
segunda-feira, agosto 08, 2011
domingo, agosto 07, 2011
Força da vida.
Querer é, por vezes, tão difícil.
Porque não há espaço pra existir no mundo do corriqueiro.
Há muito o que fazer, pensar, oferecer, e muito o que não é você.
Há muito o que você precisa cumprir, mas que não é seu.
Então você se perde.
E passa a existir como um avatar, um eu automatizado.
Querer e fazer do querer algo importante na vida,
torna possível existir.
Junto com o respeito ao querer do outro,
o próprio querer é a força mais divina que pode existir.
É o que nos torna especiais, em relações únicas e insubstituíveis.
Configurações exclusivas se formam quando um querer se alia a outro,
sem anular quereres quaisquer.
A convivência de quereres, que se auxiliam a existir,
fortalece a alma, o existir.
Fortalece o um, que fortalece o outro e foratelce a vida.
Porque não há espaço pra existir no mundo do corriqueiro.
Há muito o que fazer, pensar, oferecer, e muito o que não é você.
Há muito o que você precisa cumprir, mas que não é seu.
Então você se perde.
E passa a existir como um avatar, um eu automatizado.
Querer e fazer do querer algo importante na vida,
torna possível existir.
Junto com o respeito ao querer do outro,
o próprio querer é a força mais divina que pode existir.
É o que nos torna especiais, em relações únicas e insubstituíveis.
Configurações exclusivas se formam quando um querer se alia a outro,
sem anular quereres quaisquer.
A convivência de quereres, que se auxiliam a existir,
fortalece a alma, o existir.
Fortalece o um, que fortalece o outro e foratelce a vida.
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