Tudo o que há, existe ali.
Demora pra chegar em qualquer canto da cidade, as pessoas vivem correndo, aglomerações por toda a parte...
Mas o que você quiser tem por lá!
Variedade, diversidade, possibilidades!
Isso é muito bom e sempre vale a visita!
Ainda mais quando a gente tem amigos queridos morando por lá!
:)
Escritos pessoais, poéticos, imaginários. Reunião, comemoração - de lembranças e momentos vividos ou desejados. Espaço de estar. De compartilhar.
segunda-feira, novembro 29, 2010
Impressões de São Paulo - II
Dias depois que voltei de São Paulo, mais precisamente um dia depois, eu tive um sonho:
- Eu voltava pro sítio onde morei por dez anos, quando era mais nova. Só que quando eu chegava lá... tudo estava cimentado. Muitas casas construídas, uma do lado da outra. Quase não se via o verde da grama e das árvores, o verde que eu tanto gostava. Não havia horizonte que não fosse cortado por paredes, telhados, garagens.
- Eu voltava pro sítio onde morei por dez anos, quando era mais nova. Só que quando eu chegava lá... tudo estava cimentado. Muitas casas construídas, uma do lado da outra. Quase não se via o verde da grama e das árvores, o verde que eu tanto gostava. Não havia horizonte que não fosse cortado por paredes, telhados, garagens.
terça-feira, novembro 16, 2010
Impressões de São Paulo - parte 1
Visistei São Paulo durante uma semana.
E uma das impresões que tive foi relativa a semelhança entre o movimento das pessoas nas estações de metrô e a do gado nas breteiras (nome daquele corredor de cerca onde o gado fica confinado).
Reparem no vídeo: há um cercado onde as pessoas se colocam, ele afunila a aglomeração e direciona a "manada" para a entrada do vagão.
Fiquei pensando em como a situação chegou no ponto onde está, no que poderia ser feito diferente, mas ainda não cheguei a nenhuma conclusão.
Nesse outro vídeo está o gado de quatro patas e cascos duros. Mas a semelhança entre este e as pessoas no metrô de SP não desaparece na minha cabeça.
Quem foi o fazendeiro que teve essa idéia de tratar as pessoas na estação como gado?
E uma das impresões que tive foi relativa a semelhança entre o movimento das pessoas nas estações de metrô e a do gado nas breteiras (nome daquele corredor de cerca onde o gado fica confinado).
Reparem no vídeo: há um cercado onde as pessoas se colocam, ele afunila a aglomeração e direciona a "manada" para a entrada do vagão.
Fiquei pensando em como a situação chegou no ponto onde está, no que poderia ser feito diferente, mas ainda não cheguei a nenhuma conclusão.
Nesse outro vídeo está o gado de quatro patas e cascos duros. Mas a semelhança entre este e as pessoas no metrô de SP não desaparece na minha cabeça.
Quem foi o fazendeiro que teve essa idéia de tratar as pessoas na estação como gado?
quinta-feira, outubro 21, 2010
Estatísticas de acesso à dissertação de mestrado
Fiquei sabendo, através do e-mail de Newton Silva (mestre em teatro pela UFRGS, como eu), que o site do lume/ufrgs apresentava estatísticas de acessos e downloads das dissertações lá disponíveis.
Fiquei curiosa e fui olhar...
A minha dissertação foi parar no Japão!! (Quem levou? Pra que vai usar? Será que gostou do que leu?)
Fiquei impressionada com o número de acessos e o alcance, em termos temáticos e geográficos, do meu trabalho!
Estou com muita vontade de colocar o pé no acelerador do blog de estética!
Aiai!
Cliquem no link e confiram quantas pessoas e quantos países estão me lendo!
hehehehe
:)
Fiquei curiosa e fui olhar...
A minha dissertação foi parar no Japão!! (Quem levou? Pra que vai usar? Será que gostou do que leu?)
Fiquei impressionada com o número de acessos e o alcance, em termos temáticos e geográficos, do meu trabalho!
Estou com muita vontade de colocar o pé no acelerador do blog de estética!
Aiai!
Cliquem no link e confiram quantas pessoas e quantos países estão me lendo!
hehehehe
:)
quinta-feira, outubro 14, 2010
quinta-feira, outubro 07, 2010
Recado pros amigos.
Ahhhh e pros amigos preocupados com os posts tristonhos e melancólicos... to legal gente! Feliz! Cansada de tanto trabalhar (por isso escrevendo pouco aqui), mas MUITO FELIZ!
Tenho pensado em colocar por aqui algum link ou mesmo trecho dos textos que tenho produzido, mas ainda não me adequei a essa vida de atualização virtual constante.
Talvez agora com a tarefa de atualizar o site do NEMES, núcleo no qual tenho desenvolvido atividades dentro da Bolsa de Apoio Técnico que o CNpq me concedeu, eu consiga criar uma rotina virtual adequada.
Meu blog de textos sobre estética ficou parado em algum lugar no tempo... fiz um post e esqueci.
Por isso ele nem é aberto ao público ainda!
Estou com saudades dos amigos e com vontade de comemorar meu aniversário no fim do ano mesmo! Super fora da data, mas quem é que precisa de data pra comemorar estar com as pessoas queridas???
Abraços e beijos festivos a todos!
Tenho pensado em colocar por aqui algum link ou mesmo trecho dos textos que tenho produzido, mas ainda não me adequei a essa vida de atualização virtual constante.
Talvez agora com a tarefa de atualizar o site do NEMES, núcleo no qual tenho desenvolvido atividades dentro da Bolsa de Apoio Técnico que o CNpq me concedeu, eu consiga criar uma rotina virtual adequada.
Meu blog de textos sobre estética ficou parado em algum lugar no tempo... fiz um post e esqueci.
Por isso ele nem é aberto ao público ainda!
Estou com saudades dos amigos e com vontade de comemorar meu aniversário no fim do ano mesmo! Super fora da data, mas quem é que precisa de data pra comemorar estar com as pessoas queridas???
Abraços e beijos festivos a todos!
C'est la vie.
C'est la vie - Emerson, Lake & Palmer
Ouvi essa música hoje pela manhã no caminho da faculdade pra casa.
Sempre achei podre de brega essa música... mas hoje, por algum motivo, gostei e achei muito bonita!
Segue pra compartilhar com vocês.
:)
Ouvi essa música hoje pela manhã no caminho da faculdade pra casa.
Sempre achei podre de brega essa música... mas hoje, por algum motivo, gostei e achei muito bonita!
Segue pra compartilhar com vocês.
:)
terça-feira, outubro 05, 2010
Carta de amor
Em tempo de publicar aqui no blog uma criação bonita.
Ótimo vídeo com texto e voz de Gabriel Pardal e trilha sonora de Douglas Dickel.
Esses garotos são artistas pra qualquer meio de expressão! E viva a arte deles em qualquer parte!
"Amor também é a dor, o seu avesso e o seu sintoma mais latente."
Angela Francisca
Ótimo vídeo com texto e voz de Gabriel Pardal e trilha sonora de Douglas Dickel.
Esses garotos são artistas pra qualquer meio de expressão! E viva a arte deles em qualquer parte!
"Amor também é a dor, o seu avesso e o seu sintoma mais latente."
Angela Francisca
terça-feira, agosto 24, 2010
Contrariando.
Só pra contrariar a minha última postagem,
na semana do meu aniversário (18/08) fez verão em Porto Alegre!
Roupas coloridas e curtas saindo do armário,
corpos brancos se esquentando ao calor do sol!
na semana do meu aniversário (18/08) fez verão em Porto Alegre!
Roupas coloridas e curtas saindo do armário,
corpos brancos se esquentando ao calor do sol!
terça-feira, agosto 03, 2010
Ai ai.
Chegaram os dias tão frios, nem o sol esquenta...
Pés congelantes e pessoas-urso que queriam hibernar!
Pés congelantes e pessoas-urso que queriam hibernar!
quinta-feira, julho 22, 2010
Kim Basinger e o ladrão.
Não ter chão é a pior sensação.
Não pertencer a lugar algum.
Não estar aqui nem lá.
Isso dói - com acento agudo.
Nas minhas peregrinações de amor,
acabei perdendo casa.
Perdi a terra que era minha porque não estava lá pra defender.
É estranho pensar que por estar ausente, tu comece a deixar de existir.
Porque essa é a sensação que tenho tido - de deixar de existir.
Mas não é um deixar de existir pra mim, mas deixar de ser pros outros.
Como se eles não reconhecessem mais os contorno do meu rosto,
porque mudou muito rápido e de repente eu posso ser a impostora que tomou o lugar da "Kim Basinger".
Não quero que me percam.
Quero continuar lá, mesmo que não sendo a mesma.
Quero sair e saber que posso voltar,
porque vão me reconhecer quando eu bater na porta do ladrão.
Não pertencer a lugar algum.
Não estar aqui nem lá.
Isso dói - com acento agudo.
Nas minhas peregrinações de amor,
acabei perdendo casa.
Perdi a terra que era minha porque não estava lá pra defender.
É estranho pensar que por estar ausente, tu comece a deixar de existir.
Porque essa é a sensação que tenho tido - de deixar de existir.
Mas não é um deixar de existir pra mim, mas deixar de ser pros outros.
Como se eles não reconhecessem mais os contorno do meu rosto,
porque mudou muito rápido e de repente eu posso ser a impostora que tomou o lugar da "Kim Basinger".
Não quero que me percam.
Quero continuar lá, mesmo que não sendo a mesma.
Quero sair e saber que posso voltar,
porque vão me reconhecer quando eu bater na porta do ladrão.
segunda-feira, julho 12, 2010
Por um lugar na terra.
Uma colega de trabalho no bar disse o seguinte na madrugada desse sábado:
- Relacionamentos são como viagens de avião - com aquele frio na barriga na decolagem... turbulências... mas quando a viagem acaba... a gente desce e, se quiser, simplesmente sobe em outro avião.
Me cansa pensar em viajar tantas vezes.
Acho que estou como um roqueiro que deseja se aposentar, porque não aguenta mais ficar indo de cidade em cidade. Alguém que quer ficar em casa. Que quer ver todo o dia a mesma paisagem familiar e todas as mudanças que nela ocorrerem com as estações e com o passar dos anos.
Me assusta a possibilidade de ficar sempre indo de um aeroporto pro outro.
De nunca ter chão pra pisar.
Quero uma casa, onde eu possa descansar a cabeça no travesseiro que tem o meu cheiro... e não daqueles amaciantes de lavanderia!
Quero poder colar adesivos nas paredes sem me preocupar se a parede deve permanecer branca, sem as cores da figurinha ou sem a mancha de cola quando ela cai.
Cansei de estar indo e voltando.
Quero parar e virar lugar.
- Relacionamentos são como viagens de avião - com aquele frio na barriga na decolagem... turbulências... mas quando a viagem acaba... a gente desce e, se quiser, simplesmente sobe em outro avião.
Me cansa pensar em viajar tantas vezes.
Acho que estou como um roqueiro que deseja se aposentar, porque não aguenta mais ficar indo de cidade em cidade. Alguém que quer ficar em casa. Que quer ver todo o dia a mesma paisagem familiar e todas as mudanças que nela ocorrerem com as estações e com o passar dos anos.
Me assusta a possibilidade de ficar sempre indo de um aeroporto pro outro.
De nunca ter chão pra pisar.
Quero uma casa, onde eu possa descansar a cabeça no travesseiro que tem o meu cheiro... e não daqueles amaciantes de lavanderia!
Quero poder colar adesivos nas paredes sem me preocupar se a parede deve permanecer branca, sem as cores da figurinha ou sem a mancha de cola quando ela cai.
Cansei de estar indo e voltando.
Quero parar e virar lugar.
Segunda: dia do Ócio.
Primeiro dia sem fazer nada.
Que falta o ócio me faz...
Hoje é um dia de chuva em Porto Alegre,
perfeito pra ficar em casa e se entregar ao fazer nada.
Eu sento na minha cama com o computador no colo;
Visito sites bobos de decoração;
Respondo testes no facebook;
E ouço o barulho sútil da chuva fraca que não cessa.
Preciso estudar pra um concurso.
Mas vou deixar pra amanhã.
Não tenho coragem de me negar o prazer de ficar ociosamente feliz.
Sou boa comigo mesma e me dedico esse momento de sublime meditação.
Dia vazio e repleto.
:)
Que falta o ócio me faz...
Hoje é um dia de chuva em Porto Alegre,
perfeito pra ficar em casa e se entregar ao fazer nada.
Eu sento na minha cama com o computador no colo;
Visito sites bobos de decoração;
Respondo testes no facebook;
E ouço o barulho sútil da chuva fraca que não cessa.
Preciso estudar pra um concurso.
Mas vou deixar pra amanhã.
Não tenho coragem de me negar o prazer de ficar ociosamente feliz.
Sou boa comigo mesma e me dedico esse momento de sublime meditação.
Dia vazio e repleto.
:)
sexta-feira, junho 25, 2010
segunda-feira, junho 21, 2010
Joseph Campbell:
"O homem não devia estar a serviço da sociedade, esta sim é que deveria estar a serviço do homem. Quando o homem está a serviço da sociedade, você tem um Estado monstruoso, e é exatamente isso o que ameaça o mundo, neste momento."
Das asas que preciso.
Estou andando de um lado pra outro.
Vai e vem.
E o chão se abriu no meio do caminho.
Meus pés não tocam terra, nem concreto, nem lodo... só ar...
O ar fica embaixo dos meus pés e eles não sentem mais o peso do corpo, nem sabem como andar.
Eu tinha um ponto. Um espaço traçado.
A borracha apagou.
Agora eu tenho um vazio.
Um vazio concreto de substância.
Aprender a ter asas é preciso, porque os pés já não servem muito pra andar.
Vai e vem.
E o chão se abriu no meio do caminho.
Meus pés não tocam terra, nem concreto, nem lodo... só ar...
O ar fica embaixo dos meus pés e eles não sentem mais o peso do corpo, nem sabem como andar.
Eu tinha um ponto. Um espaço traçado.
A borracha apagou.
Agora eu tenho um vazio.
Um vazio concreto de substância.
Aprender a ter asas é preciso, porque os pés já não servem muito pra andar.
sexta-feira, junho 18, 2010
Homo ludens.
E o sexo é brincadeira.
É jogo de bicho.
Capuz, venda, cabra-cega.
Esconde e mostra.
Morde e suga.
Gira. Salta. Aperta e puxa.
Sal de mar e de suor na saliva.
Alegria e êxtase.
Catarse que purga o mal na infância dos adultos.
E exaustas, as crianças finalmente dormem.
É jogo de bicho.
Capuz, venda, cabra-cega.
Esconde e mostra.
Morde e suga.
Gira. Salta. Aperta e puxa.
Sal de mar e de suor na saliva.
Alegria e êxtase.
Catarse que purga o mal na infância dos adultos.
E exaustas, as crianças finalmente dormem.
segunda-feira, junho 14, 2010
Chamada a cobrar.
Existem fios, como aqueles de centrais telefônicas antigas que as telefonistas conectavam e descoctavam ao início e fim de cada ligação.
Eu tenho muitos fios, mas não sou uma boa telefonista.
Às vezes pego um fio e ligo, faço ligações cruzadas que me dão mais informação do que pedi. E geralmente não sei o que fazer com isso.
Os fios se enrolam a as minhas mãos tentam desesperadamente completar a ligação antes que caia. Me enrolo mais. Enrolo mais. E as pessoas do outro lado do telefone ficam ouvindo uma musiquinha cansativa de caixinha de música - monocórdia.
E cadê o outro lado da linha?
Mas enfim, essa telefonista se espanta com o que escuta. Porque ao mexer com tantos fios conecta alguns que são pra ela mesma! A questão é que nem sempre identifica de quem vem a chamada e pra que é.
Muitos fios. Muitos.
quarta-feira, maio 19, 2010
Colorir-me.
Tenho percebido que ainda estou dentro de mim.
Que não consigo me deixar sair.
Que o medo prevalece e me torna insípda e incolor do lado de fora.
Não sei como se faz o movimento de colorir.
Mas acho que estou aprendendo.
Aprendendo a usar cores novas.
Colorir e borrar o traço... pra sair do contorno pré-moldado... pra ser forma própria... única e irreproduzível.
Que não consigo me deixar sair.
Que o medo prevalece e me torna insípda e incolor do lado de fora.
Não sei como se faz o movimento de colorir.
Mas acho que estou aprendendo.
Aprendendo a usar cores novas.
Colorir e borrar o traço... pra sair do contorno pré-moldado... pra ser forma própria... única e irreproduzível.
quarta-feira, maio 05, 2010
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